Sesimbra

Seis anos depois da tragédia do Meco, famílias pedem justiça

Seis anos depois da tragédia do Meco, famílias pedem justiça

Seis jovens perderam a vida durante ritual de praxe académica em 2013.

As famílias dos seis estudantes da Universidade Lusófona que perderam a vida arrastados por uma onda na praia do Meco, a 15 de dezembro de 2013, ainda esperam por explicações do único sobrevivente, João Gouveia. Este domingo de manhã foi celebrada uma missa na igreja de Alfarim, em Sesimbra, seguida de romagem à praia do Meco. Foram depositadas flores no memorial. Catarina Soares, Andreia Revez, Carina Sanchez, Joana Barroso, Tiago André Campos e Pedro Tito Negrão perderam a vida durante um ritual de praxe académica.

Fernanda Cristóvão, mãe de Catarina Soares, continua a considerar que João Gouveia, o único sobrevivente, tem de explicar o que aconteceu em tribunal. "Ninguém acredita que estavam apenas sentados a falar à beira-mar, numa noite tempestuosa e com ondas de cinco metros".

As famílias esperam pelo início do julgamento no Tribunal de Setúbal, onde intentaram um processo cível contra o único sobrevivente e a Comissão Oficial de Praxes Académicas da Lusófona. Ao mesmo tempo aguardam pela decisão do Tribunal Europeu dos Direitos do Homem, onde moveram uma queixa contra o Estado, por considerarem ilegal o arquivamento da investigação.

Queixas arquivadas

Entretanto, as queixas por difamação pelo procurador do Ministério Público de Almada contra as famílias foram arquivadas, avançou ao JN Fernanda Cristóvão, que hoje assume que "não se vive, sobrevive-se à espera de decisões judiciais". "As vidas de seis jovens e das respetivas famílias foram destruídas e ninguém nos diz o que aconteceu", lamenta.

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