Autárquicas 2021

Chega enganou-se na "porta" e ficou de fora na corrida em Caminha

Chega enganou-se na "porta" e ficou de fora na corrida em Caminha

O candidato do Chega à Câmara de Caminha, Carlos Pinto, entregou "por engano" a sua candidatura nas instalações daquela autarquia em vez de no Tribunal como é de lei.

Segundo a mandatária do partido no distrito de Viana do Castelo, Elsa Abreu, a documentação foi recebida por uma funcionária, que ainda informou da falta de um documento, o que fez com que o cabeça de lista tivesse de regressar à Câmara segunda vez para formalizar a entrega.

A mesma responsável afirma que o "engano" terá sido detetado na terça-feira, um dia após o fim do prazo legal, e, para evitar que a candidatura fique sem efeito, o partido está a tentar reverter a situação, junto da Comissão Nacional de Eleições (CNE). Acrescenta que foi apresentada uma queixa "por má fé" contra a funcionária, envolvida no caso, e a própria Câmara de Caminha.

"Vamos agir judicialmente e junto da CNE. Como o Tribunal não aceita nada fora de prazo, recorremos à CNE. Pedimos a possibilidade de reverter a questão. Estamos à espera da resposta", declarou Elsa Abreu, comentando: "Isto revolta-me, porque é a primeira vez que concorremos, deu-nos imenso trabalho e é inglório. Isto é notoriamente má fé. A pessoa [funcionária] teve toda a sexta-feira à tarde e a segunda-feira todo o dia para verificar o erro".

"Vários tribunais chamaram-me a pedir documentos que estavam em falta. Andei sexta-feira e segunda, num corrupio insano no distrito. Porque é que aquela criatura [funcionária] não fez o mesmo? Ela sabia que estava errado. No cabeçalho dizia Juiz da Comarca de Caminha", disse, contando que o candidato de Caminha terá entregue a candidatura na Câmara "por distração".

"Quando distribui as tarefas pedi ao Carlos para ir ao Tribunal, mas nós somos novatos nisto, é muita pressão e, portanto, ele enganou-se, como está habituado a ir à Câmara resolver problemas, foi lá, achando que estava a fazer corretamente", afirmou.

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O autarca de Caminha, Miguel Alves, afirma que tomou conhecimento da situação "esta terça-feira, após a funcionária que está no serviço de atendimento ser interpelada por elementos do Chega".

"A funcionária diz que não se tinha apercebido que aquilo era uma espécie de candidatura. O Chega fará como entender, mas uma coisa que é indesmentível, é que a lei prevê e não é de agora, que as candidaturas às eleições autárquicas tem de ser apresentadas no Tribunal", comentou esta tarde, referindo: "Confio absolutamente na boa fé da funcionária. Não há margem para dúvidas nessa matéria, é competente, responsável e não tem nenhuma conotação partidária conhecida. Agiu como sempre: recebe, dá entrada e segue para os diversos serviços".

E concluiu: "Esta é uma situação totalmente inusitada. É a primeira vez que isto acontece na Câmara. E se alguém cometeu um erro foi o candidato do Chega".

No distrito de Viana do Castelo, o Chega apresentou candidatos a todas as Câmaras, exceto às de Paredes de Coura e Melgaço.

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