Caminha

Governo diz que "é inequívoca a aposta na dignificação dos Sapadores Florestais"

Governo diz que "é inequívoca a aposta na dignificação dos Sapadores Florestais"

O Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, afirmou esta sexta-feira, em Caminha, num encontro distrital de sapadores florestais, que o Governo está determinado na dignificação da função destes profissionais.

Segundo o governante, o investimento "de cerca de 100 milhões de euros" feito nos últimos sete anos nesta área é para continuar, numa altura em que o país está perto de atingir o meio milhar de equipas no terreno. Adiantou também que, este ano, será lançado o concurso para a constituição de novas equipas e trabalhada "a valorização da profissão de sapador florestal".

"O Estado reconhece o papel muito relevante destas funções desempenhadas pelos sapadores florestais e, nesse sentido, tem procurado também regulamentar, enquanto entidade empregadora, a carreira destes trabalhadores", declarou Duarte Cordeiro, referindo "a muito vincada determinação do Governo em prosseguir o investimento realizado desde 2015 na ordem dos 100 milhões de euros, desde então, incluindo os 8,2 milhões já pagos em 2022", na área de ação dos sapadores florestais.

"É inequívoca a nossa aposta na dignificação da função do sapador florestal, o seu destaque crescente e consenso generalizado quanto à importância da ação que têm no sistema de gestão integrada dos fogos rurais", sublinhou.

Duarte Cordeiro frisou que em Portugal foram criadas perto de meio milhar de equipas, desde que a figura do sapador florestal foi criada em 1999 pelo então Ministro da Agricultura, Capoulas Santos, com as primeiras 33 equipas. Atualmente, existem "cerca de 2000 sapadores".

"Neste período criaram-se 497 equipas, das quais 411 se encontram operacionais", adiantou aquele governante, referindo que estas operam "numa área de 158 municípios do território nacional".

O ministro marcou presença numa sessão comemorativa do dia do sapador no distrito de Viana do Castelo, onde desempenham estas funções cerca de 150 operacionais, num total de 38 equipas.

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O autarca de Caminha e presidente da Comissão Distrital de Proteção Civil, Miguel Alves, indicou o papel relevante daqueles operacionais na prevenção e combate a incêndios e alertou para "o perigo" do momento atual em termos de ocorrências de fogo florestal. "Este ano já ardeu sensivelmente a mesma área que em todo o ano de 2021. No mês de janeiro deste ano, em pleno inverno, ardeu o dobro da área que ardeu em agosto do ano passado. Temos que estar preparados para isto", comentou, referindo que "Viana do Castelo é segundo distrito do país com mais área ardida".

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