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Violência na escola leva Câmara de Valença a contratar empresa de segurança

Violência na escola leva Câmara de Valença a contratar empresa de segurança

A instabilidade provocada por um episódio de violência na EB 2,3 e Secundária de Valença, na sexta-feira, levou a Autarquia a decidir contratar uma empresa de segurança para fazer vigilância naquele estabelecimento de ensino.

A medida foi anunciada pela autarquia, após uma reunião de urgência, no sábado, com a associação de pais e a direção da escola. Para esta segunda-feira estão a ser convocadas, de forma informal, nomeadamente através das redes sociais, ações de protesto contra o clima de insegurança, que se vive naquela escola. E que a Associação de Pais do Agrupamento de Escolas de Valença, atribui a "um grupo de alunos" que tem protagonizado sucessivos desacatos e agressões a alunos, funcionários e professores.

Contactado pelo Jornal de Notícias, o presidente da associação de pais, Carlos Amoedo, declarou que a mesma não convocou oficialmente nenhuma ação, mas admitiu a possibilidade de a comunidade se insurgir. "Os pais estão-se a mobilizar para vários protestos. Penso que alguns se mobilizam para que os filhos não apareçam de manhã na escola. Outros talvez se sensibilizem para fazer o que a diretora propôs que é um protesto com camisolas brancas. Não sabemos realmente o que pode acontecer", declarou o responsável, referindo que ainda este domingo a associação fará sair um comunicado "a apelar ao bom senso" da comunidade, tentando desmobilizar eventuais protestos, tendo em conta que a reunião deste sábado entre a autarquia, escola e pais, mostrou que "há interesse em solucionar o problema". Havendo já diversas medidas em cima da mesa para resolver a questão da insegurança.

Entretanto, a direção da escola fez sair um comunicado dirigido a alunos e encarregados de educação, apelando a que, em caso de realização de alguma manifestação segunda-feira, que esta decorra de forma pacífica e no interior das instalações escolares.

"Face à situação de violência vivida na passada sexta-feira neste Agrupamento, informo que as diversas entidades (CMV, Direção e Associação de Pais) reuniram hoje [sábado] para definir novos procedimentos em prol da segurança de todos, pelo que apelamos à vossa compreensão para que as situações se resolvam eficazmente e legalmente", informa o comunicado assinado pela diretora, Olinda Sousa e onde se lê também: "Apelo ainda a que, na eventualidade de pretenderem manifestar-se, o façam em segurança, não fora, mas sim dentro da escola, mediante dois minutos de silêncio todos vestidos com uma T-shirt branca". E remata: "Vamos todos colaborar para uma escola melhor. Promover a paz para erradicar a violência".

Recorde-se que uma escaramuça entre alunos da EB 2,3 e Secundária de Valença culminou na sexta-feira com quatro feridos leves assistidos no hospital de Viana do Castelo. Segundo fonte do Comando Territorial da GNR de Viana do Castelo, receberam assistência hospitalar dois alunos do sexo masculino, com 13 e 16 anos, e duas funcionárias com 48 e 56. A mesma fonte adiantou que o caso ocorreu "à hora de almoço, cerca das 12.40 horas, dentro da escola, na zona da cantina". Relatou que se tratou de "uma confusão entre dois grupos de alunos, que tinham divergências e foram resolvê-las à pancada". "Duas funcionárias tentaram intervir e levaram por tabela. Sofreram ferimentos leves, escoriações e uma funcionária foi atingida com um murro", acrescentou a fonte, descrevendo que "na altura em que um dos miúdos levantou um braço para dar um soco noutro, uma das funcionárias meteu-se à frente e foi atingida na zona do sobrolho". A GNR tomou conta da ocorrência e comunicou o caso ao Ministério Público.

Um comunicado da Câmara de Valença, divulgado sábado à noite, informa que na reunião de urgência para abordar o caso "foi abordado o sucedido e discutidas soluções para erradicar o clima de insegurança vivido na comunidade escolar". "O município de Valença garantiu, como medida imediata, o reforço da segurança do meio escolar através da contratação de um serviço de segurança privada", refere o comunicado, acrescentando que "além disso, o executivo municipal convocará, no início da próxima semana, com caráter de urgência, o Conselho Municipal de Educação, onde as entidades responsáveis avaliarão novas ações a desenvolver para garantir as condições de segurança exigíveis para a sã convivência entre alunos, professores e auxiliares e para o bem-estar da comunidade educativa".

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Na sequência do episódio na escola, a Associação de Pais do Concelho de Valença tornou pública a sua posição, referindo que, face ao sucedido, "não estão garantidas as condições de segurança necessárias para que os alunos frequentem o Agrupamento de Escolas Muralhas do Minho".

Contactada pelo JN, na passada sexta-feira, a diretora da escola, Olinda Sousa, recusou prestar declarações, mas adiantou que "a Direção-Geral de Educação está informada sobre o sucedido" e que a direção escolar estaria "a tomar diligências".

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