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João Neves sucede a Carlos Martins na presidência da Águas do Alto Minho

João Neves sucede a Carlos Martins na presidência da Águas do Alto Minho

O presidente do Conselho de Administração da Águas do Alto Minho (AdAM), Carlos Martins, pediu demissão e já tem sucessor: João Neves, administrador que entrou para a empresa há cerca de dois meses.

O Jornal de Notícias sabe que a decisão já foi comunicada aos municípios acionistas e deverá ser tornada pública nos próximos dias. João Neves assumiu cargo na administração da AdAM, em plena crise, quando os autarcas das Câmaras acionistas fizeram um ultimato à empresa, por causa das muitas queixas da população face ao seu desempenho.

Contactada a assessoria da empresa, esta informou que Carlos Martins não presta declarações sobre o assunto.

A AdAM entrou em atividade em janeiro de 2020 e tem sido alvo de sucessivas polémicas, com os clientes a queixarem-se de erros nas faturas, de faturação excessiva e do aumento do preço da água.

As autarquias acionistas (Viana do Castelo, Vila Nova de Cerveira, Caminha, Arcos de Valdevez, Ponte de Lima, Paredes de Coura, Valença) tomaram a 17 de fevereiro uma posição pública, assumindo estar ao lado da população e fazendo um ultimato "até a próxima fatura" para que a ADAM corrija a sua trajetória.

No dia 15 de março aconteceram manifestações de rua em vários municípios, com a população a pedir a reversão da empresa para o sistema antigo (municipal). A principal manifestação reuniu algumas centenas de pessoas em frente ao edifício da Câmara Municipal de Viana do Castelo. "Não à Águas do Alto Minho" e "Água sim, abuso não" foram palavras gritadas pelos manifestantes.

A CDU tem tomado diversas posições públicas contra a empresa, desde antes da constituição da AdAM, numa parceria entre a Águas de Portugal e sete municípios do Alto Minho.

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