
Josh D'Amaro vai substituir Bob Iger como CEO da The Walt Disney Company
Foto: Kevin Dietsch / Getty Images North America / AFP
A Walt Disney Company anunciou esta terça-feira que Josh D'Amaro, responsável pela divisão de parques temáticos, vai substituir Bob Iger como diretor-executivo (CEO) quando o magnata do entretenimento deixar o cargo em março.
D'Amaro, de 54 anos, assumirá o comando a 18 de março, após votação unânime do conselho de administração, informou a empresa. Vai suceder a Iger, que liderou a Disney durante quase duas décadas em duas passagens distintas. "Josh D'Amaro possui a rara combinação de liderança inspiradora e inovação, um olhar apurado para as oportunidades de crescimento estratégico e uma profunda paixão pela marca Disney", afirmou o presidente do conselho, James Gorman.
O veterano da Disney, com 28 anos de casa, supervisiona o maior segmento de negócio da empresa, que gerou 36 mil milhões de dólares (30,4 mil milhões de euros) em receitas no ano fiscal de 2025 e emprega 185 mil pessoas em todo o Mundo, distribuídas por 12 parques temáticos e 57 hotéis-resort.
D'Amaro, de 54 anos, tomará posse a 18 de março, após votação unânime do conselho. D'Amaro liderou grandes expansões, incluindo "Star Wars: Galaxy's Edge", nos parques da Califórnia e da Florida, e os planos para um novo parque em Abu Dhabi, bem como a parceria da Disney com a Epic Games na integração do videojogo Fortnite. Liderou também os planos para expandir a frota de navios de cruzeiro da Disney de sete para 13.
Iger elogiou a "apreciação instintiva da marca Disney e a profunda compreensão do que tem impacto no nosso público" de D'Amaro.
Numa mudança simultânea, Dana Walden, copresidente da Disney Entertainment, foi nomeada presidente e diretora criativa - um novo cargo no qual reportará diretamente a D'Amaro e supervisionará a produção criativa em toda a empresa.
Iger irá desempenhar funções de consultor sénior até dezembro de 2026, antes de se reformar da empresa que liderou rumo a um "sucesso criativo e comercial sem precedentes", referiu o comunicado.
Sob a liderança de Iger, a Disney adquiriu a Pixar, a Marvel, a Lucasfilm e a 21st Century Fox. A empresa inaugurou também o seu primeiro parque temático na China continental - o Shanghai Disney Resort - e lançou os serviços de streaming Disney+ e ESPN+. Iger tinha renunciado ao cargo de CEO da Disney em fevereiro de 2020, após 15 anos, passando o controlo para Bob Chapek.
Mas os desentendimentos entre ambos durante a pandemia de covid-19 levaram à demissão de Chapek em novembro de 2022 e ao regresso de Iger como CEO. Durante o retorno, Iger cortou custos, despediu milhares de funcionários e reestruturou divisões no meio de prejuízos com o streaming e da "confusão" pós-Chapek, que criticou publicamente.
A transição ocorre no meio de pressões crescentes nos negócios tradicionais de média e streaming de vídeo, com o Disney+ a demorar anos a atingir a rentabilidade após o seu lançamento para competir com a Netflix em 2019. A empresa está a explorar a inteligência artificial generativa com um acordo de licenciamento de três anos assinado com a OpenAI em dezembro, que permitirá aos fãs criar vídeos curtos com personagens da Disney através de inteligência artificial.
Por entre dúvidas sobre o futuro, o preço das ações da Disney estagnou nos últimos três anos. "Estrategicamente, não há nada de errado com esta empresa. Há coisas que podemos fazer melhor", disse Gorman, presidente do conselho, à estação CNBC.
