Morreu Ricardo Paz Barroso, antigo jornalista do JN e contador de histórias de rara sensibilidade

Ricardo Paz Barroso trabalhou no JN de 2004 a 2009
Foto: Diretos reservados
Jornalista de rigor e editor dedicado, deixou marca em todas as redações por onde passou. Recordado pelo humor raro e pela sensibilidade com que via o mundo, Ricardo Barroso permanece vivo nas histórias que contou e nas vidas que tocou. Morreu este sábado, aos 53 anos, deixando dois filhos menores e muitas memórias.
Ricardo Paz Barroso nasceu a 4 de setembro de 1972 e dedicou a vida ao jornalismo, profissão que exerceu com rigor, ética e uma curiosidade incansável. Iniciou o seu percurso no "O Primeiro de Janeiro", onde trabalhou entre 1999 e 2000, seguindo depois para o "24 Horas" (2000-2002).
Regressou ao "O Primeiro de Janeiro" como freelancer entre 2002 e 2004, antes de integrar a redação do "Jornal de Notícias", onde permaneceu de 2004 a 2009. No "JN", passou por várias secções - Televisão & Media, Sociedade, Local Lisboa e Política - e destacou‑se pela capacidade de encontrar humanidade nas histórias que contava.
Fez parte da equipa fundadora da revista "Viva+", assinando a entrevista de capa da primeira edição: uma conversa com Luciana Abreu, a propósito da estreia de Floribella, que marcou o arranque de um projeto editorial inovador e de grande impacto na época.
Depois de uma passagem como freelancer por várias publicações, integrou o "Jornal i" entre 2010 e 2012, trabalhando na secção online, Política, TV & Media e Sociedade. Seguiu depois para o Automóvel Club de Portugal (ACP), instituição onde permaneceu mais de uma década e onde, nos últimos anos, desempenhou o cargo de editor, consolidando uma carreira marcada pela seriedade e pela atenção ao detalhe.
Para além do jornalista, havia o homem. Ricardo era profundamente apaixonado pela mulher, Rita Barroso - um amor que nasceu na juventude e cresceu com eles, sólido e cúmplice até aos últimos dias. Era também um pai dedicado de dois rapazes que descrevia, sem hesitação, como "tudo". Os filhos, hoje com 14 e 10 anos, carregam consigo esse amor imenso que ele lhes deixou, uma herança afetiva que continuará a acompanhá‑los pela vida fora.
E havia ainda algo que o tornava inconfundível: um humor raro, daqueles que surgem no momento certo, com a palavra certa, capaz de desarmar tensões e arrancar sorrisos até nos dias mais difíceis. Quem o conheceu sabe que esse humor era tão parte dele como a sua ética profissional.
Ricardo morreu este sábado, 21 de fevereiro de 2026, aos 53 anos. Partiu cedo demais, vítima de doença, deixando uma vida cheia de significado, um legado profissional respeitado e uma marca afetiva indelével na família, nos amigos e em todos os que tiveram o privilégio de o conhecer.
O velório realiza‑se na terça‑feira, 24 de fevereiro, no Cemitério de Carnide (Edifício Saudade), em Lisboa, a partir das 14.30 horas A cremação terá lugar às 16 horas, no mesmo local.

