
Pedro Vila-Chã/JN
Pedro Fraga (F3M), Nuno Freitas (SketchPixel), António Paraíso (CEO), Daniel Sousa e José Oliveira (Q-Better), Marco Leal (iMobileMagic) e Miguel Gonçalves (Idea Starter) partilharam, cada um, dez lições de vida empresarial. Depois dos casting em Braga e Lisboa, o So Pitch regressou este domingo ao Minho, para promover doze horas de aceleração de ideias, juntando propostas de novas ideias de negócios a empresários bem sucedidos, permitindo que a fusão contribua para o nascimento de novas empresas.
"Qualquer projeto é, no início, um amor e uma cabana", disse Pedro Fraga, da F3M, apresentando-se como "expert em ex-sócios". Por isso, devem "prever-se as condições de saída". Lembrou que "há sempre quem trabalhe mais que nós" e que deve contratar-se quem seja "potencialmente melhor que nós", indo de encontro a Marco Leal que aconselhou "a contratar pessoas de quem não gostes. Num conselho de administração onde todos pensam da mesma maneira, estão todos a mais, excepto um", disse o fundador da Mobicom. Este CEO entende como fundamental "cuidar bem das pessoas, porque os produtos e tecnologias vão e vêm".
Nuno Freitas destacou a importância na procura de "mentores e aliados", para "correr atrás do sonho e não segui-lo". Defendeu que "uma startup não tem de ser tecnológica", lembrando como fundamental "manter o baixo custo do falhanço".
António Paraíso alertou que "Gestão é bom senso", para partir ao encontro das necessidades do negócio. "Primeiro arranja um cliente e depois cria a empresa", alertando para a necessidade de inovar, "porque se formos iguais aos outros, temos de baixar preços". Mantendo uma atitude aberta a mudança e adaptação, Paraíso lembrou que "o peixe no mar não vale nada" e que a produtividade "é obrigatória. Sempre".
Daniel Sousa e José Oliveira defendem que "não há verdades absolutas" para sustentarem a necessidade de experimentar, mas alertaram que "a persistência é tão importante, quanto saber quando termina um ciclo".
Miguel Gonçalves lembrou que os negócios "são para os Minotauros", alegoria que reclama a força das pessoas, porque "nunca se está preparado" eir à luta "é a única maneira de evoluir". Máximas como "tratar o cliente como patrão"ou "responder em 24 horas" são, para Miguel, alguns dos segredos para triunfar no mundo dos negócios.
A estas "12 horas de aceleração de ideias", responderam cerca de 200 empreendedores que, fundindo propostas com ideias que foram apresentadas, encontraram caminho para se lançarem ao mercado.
