
Sérgio Freitas/Global Imagens
Cedo certa tensão ansiosa começou a invadir o hall do Sameiro Eventos, onde os 64 finalistas preparavam apresentações de dois minutos. Logo ultrapassada com sorrisos e contactos. Muitos contactos. "Há sempre algum nervosismo, mas importante é estar aqui na final e estabelecer contacto com empresários e ideias de outros concorrentes", destaca José Carvalho, finalista na área das "Vendas e Marketing", amarrado a dois capacetes de futebol americano que usa na apresentação.
Aliás, foram muitos os interessados em conhecer "mentes e ideias brilhantes". Figuras como Manuel Serrão e Fernando Alvim lá também foram ao Sameiro para, quem sabe, comprar uma ideia ou recrutar alguém. "É importante estar aqui, pois nunca se sabe quando conseguimos um bom contacto e, quem sabe, um emprego", destaca Maria João, de Paços de Ferreira e detentora de um "freepass" para o So Pitch.
Marketing e Vendas, Tecnologia, Ideias de Negócio e Indústrias Criativas foram as áreas a concurso. Desde helicópteros que tiram fotos, aplicativos de telemóvel ou tão só "atitudes" são o ecossistema So Pitch. Ideia atrás de ideia, e apesar de não serem locutores profissionais, os finalistas, uns com voz tremida e outros só travados pelo 'booong' sinalizando o fim dos dois minutos, desfiam propostas.
De bacalhau no ar, a bióloga Cláudia Patrão apresentou a ideia de negócio "tem a certeza de que isto é bacalhau?", congregando forte aplauso, até porque "ninguém quer comer gato por lebre". Mas outras ideias também despertaram interesse e sorrisos dos mais de 100 empresários que acorreram ao evento.
Filipa só queria produzir sabrinas. Mariana, Henrique, David e Telmo têm uma máquina que converte água do mar em potável e até há uma rede internacional de alojamento universitário, já colocada no Chile. Esta é a ideia do So Pitch, galgar preconceitos, voando para lá da fronteira de Portugal... nem que seja num helicóptero que tira fotos a 500 metro de altitude, da "Passos no Ar".
Manuel Serrão "picou" duas ideias de negócio
Manuel Serrão, empresário do Porto, andou "à pesca" no So Pitch e picou duas ideias de negócio. Uma ligada ao lazer e outra virada para a indústria alimentar. "Fiz uma parceria com uma empresa que tem uma ideia em torno da certificação alimentar e outra relacionada com o golfe, através de uma aplicação mobile", diz. Não hesitou em conhecer e comprar a ideia de Anthony Douglas, que desenvolveu uma aplicação, para iPad e iPhone, para amantes do golfe. Serrão acredita que iniciativas como a So Pitch são solução para a crise. "É uma iniciativa muito interessante e há ideias que vão ser um êxito", prevê.
