
Paulo Lourenço/JN
Nélia Valente surpreende o júri quando entra com uma caixa de madeira, que deposita no chão da sala e começa a falar de si, da sua vontade de trabalhar com pequenas empresas, de emprestar o seu dinamismo a projetos de equipa. Os cinco elementos ouvem-na, durante os dois minutos estabelecidos, mas, no final, perguntam-lhe pela misteriosa caixa...Afinal, o que faria ali no chão?
A concorrente algarvia - veio de Faro - explica então que é um objeto que, na sua família, tem passado de geração em geração. E que funciona como uma espécie de talismã. O júri não parece muito convencido e aconselha-a a ser mais objetiva nas suas apresentações. "Sabe, ficámos tão curiosos com a caixa, que a tendência foi não focar bem na sua apresentação", diz um dos elementos. Nélia ouve o reparo mas sai da sala sorridente, disposta a continuar a sua "batalha".
Já no exterior,conta ao JN que a misteriosa caixa - que não tem qualquer objeto no interior - é "a alma da família". "Já vem de antes da minha mãe e da minha avó. Por isso, transporta a energia das gerações passadas, à qual quero acrescentar a minha e a das gerações futuras", descreve, acrescentando o entusiasmo com que, recentemente se lançou numa nova etapa da vida.
"Saí de uma empresa onde trabalhava e estou desempregada, porque deixou de haver espírito de equipa. E esse é um valor que prezo muito", explica. Encontrar parcerias, que a transportem para novos desafios empresariais foi o que a trouxe ao So Pitch. "E não vou desistir", garante.
