
Paulo Lourenço/JN
O segundo dia de castings do So Pitch, a decorrer esta terça-feira, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa, em Lisboa, arrancou, com muita animação entre os candidatos. Mais do que os dois minutos de glória, em que frente a um júri onde pontificam quadros de grandes empresas, os jovens aproveitam para trocar ideias e experiências no átrio de espera.
Tal como na véspera, este local tornou-se num verdadeiro "business center". Os concorrentes não se conhecem, mas a determinação em vencer e a convicção de que a sua ideia de negócio tem mesmo pernas para andar, faz com que, muito rapidamente, se entrosem com os parceiros de circunstância.
"Qual é a tua área?". Esta é quase sempre a pergunta inicial. Depois, a conversa flui naturalmente. E não são raras as vezes que se descobre que, afinal, ali na cadeira ao lado, estava o parceiro que se procurava para fazer crescer uma ideia. Trocam-se contatos, combinam-se futuras reuniões, de forma natural. E assim começam parecerias e alguns negócios futuros.
Um entusiasmo que não esmorece mesmo quando, após a saída do casting, as opiniões do júri não foram as mais favoráveis. A maioria vem ao So Pitch para dar a conhecer a sua ideia, em busca de contactos que lhes permitam financiamentos, mas todos são unânimes em reconhecer que as palavras do júri servem muitas vezes para os alertar para aspetos que não tinham sido pensados.
Depois de na semana passada, em Braga, 300 candidatos terem participado nos castings do So Pitch, outros tantos estão desde ontem, segunda-feira a ser ouvidos em Lisboa, no ISCTE. Para esta terça-feira estão previstos 50 castings até à hora de almoço e outros tantos da parte da tarde.
