
Paulo Lourenço/JN
Que fazer com aquela camisola que recebeu no último Natal, que nunca vestiu nem vai vestir? E aquele jogo que ofereceu ao seu sobrinho, mas que ele nunca jogou, porque não gosta? Foi a pensar num problema comum que Pedro Moura fundou a Wishareit, plataforma digital que, na prática, disponibiliza uma lista de prendas virtual, entre o utilizador e os seus contactos mais próximos.
"As pessoas ligam-se entre si e deixam sugestões sobre que prendas gostariam de receber, mas também dão sugestões de oferta para outros da sua rede mais próxima, criando-se assim um leque de escolhas que permitirá uma escolha mais acertada", explica o engenheiro informático de 35 anos ao JN.
Segundo Pedro Moura, um estudo norte-americano revelou que cerca de 40% das prendas que se dão em aniversários e outros eventos são consideradas inadequadas ou "menos felizes". A ferramenta introduzida pela Wishareit tenta assim dar resposta a esta lacuna.
Pedro veio mostrar o seu projeto ao So Pitch mas este está desenvolvido há algum tempo. Em outubro conta arrancar em força nos Estados Unidos. "É um mercado que tem dimensão e hábitos de consumo online que justifica a aposta", diz.
No So Pitch - território natural de empreendedores - Pedro está como "peixe na água". Pai de duas filhas de 5 e 8 anos, deixou há pouco um cargo de direção na Novabase, para abraçar a tempo inteiro este seu projeto pessoal. "Os meus amigos chamaram-me maluco, por trocar um bom cargo, com um bom ordenado numa empresa destas por um projeto meu", confessa.
Mas é desta "loucura que nasce o projeto, alicerçado na vontade inabalável de querer criar coisas novas, de desenvolver os seus próprios projetos. "É disto um pouco que as empresas hoje têm falta. No fundo, perderam um pouco a capacidade de se reinventar, o que depois torna complicado fazer a retenção de pessoas e talentos", conclui.
