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Ações da construtora chinesa Evergrande afundam após voltarem à negociação

Ações da construtora chinesa Evergrande afundam após voltarem à negociação

As ações da construtora chinesa Evergrande tombaram esta quinta-feira, com a retoma da negociação na Bolsa de Valores de Hong Kong, depois de a empresa ter revelado que falhou o plano para vender a divisão de serviços imobiliários.

As ações da Evergrande caíram até 13,6%, após o fim da suspensão de duas semanas, enquanto as ações da afiliada Evergrande Property Services, que também foram congeladas durante o mesmo período, caíram até 10,2%. As ações da Evergrande New Energy Vehicle a subsidiária de veículos elétricos que negociou em Hong Kong sem interrupção nas últimas semanas, caíram até 14%.

A construtora de imobiliário mais endividada do mundo interrompeu a negociação das suas ações e da sua unidade de serviços imobiliários em 4 de outubro.

A Evergrande Property Services informou na altura, que esperava uma "possível oferta" pelas suas ações.

Durante a suspensão, a Evergrande não comentou as perspetivas da transação, nem sobre cinco pagamentos de juros sob títulos de dívida emitidos em dólares, que falhou. No total, aquele valor ascende a 275 milhões de dólares (236 milhões de euros).

A queda ocorre pouco depois de a empresa anunciar que não conseguiu vender 50,1% do capital de uma das suas subsidiárias a outra imobiliária chinesa, a Hopson. O negócio podia ter rendido 2,2 mil milhões de euros à Evergrande.

O preço das ações da Evergrande caiu mais de 80%, este ano, representando uma perda superior a 190 mil milhões dólares (163 mil milhões de euros), em capitalização de mercado.

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A Evergrande disse que o negócio foi interrompido porque "tinha motivos para acreditar" que o comprador "não cumpriu o pré-requisito" para fazer a oferta.

A Hopson referiu em comunicado que estava "preparada para concluir a venda", mas que não quis pagar diretamente pelas ações, até que as obrigações entre esta última e a Evergrande fossem liquidadas.

A construtora chinesa, que enfrenta passivos de quase 260 mil milhões de euros tem lutado para lidar com uma crise de liquidez que gerou preocupações sobre a saúde do setor imobiliário da China.

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