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Donald Trump dá luz verde para iniciar transição de poder para Biden

Donald Trump dá luz verde para iniciar transição de poder para Biden

O ainda presidente dos Estados Unidos, o republicano Donald Trump, "recomendou" à sua equipa e à Administração dos Serviços Gerais do país que iniciassem os protocolos para a transição da atual administração para a de Joe Biden.

"No melhor interesse do nosso país, recomendei a Emily [Murphy, responsável da Administração dos Serviços Gerais dos EUA] e à sua equipa para fazerem o que tem de ser feito em relação aos protocolos inicias [de transição de administrações], e disse à minha equipa para fazer o mesmo", escreveu Trump na rede social Twitter, ao final da noite de segunda-feira.

Contudo, o ainda chefe de Estado norte-americano não admitiu a derrota nas presidenciais e considerou, no mesmo 'tweet' que o ainda há hipóteses de reverter os resultados eleitorais.

"O nosso caso continua fortemente, vamos manter a boa luta e acredito que vamos prevalecer", explicitou Donald Trump.

Trump ficou conhecido pela utilização do Twitter para tecer considerações políticas, fazer anúncios sobre entradas e saídas de elementos do executivo e ainda tomadas de posição em relação a assuntos relacionados com a geopolítica internacional.

A rede social foi novamente a 'arma de arremesso' utilizada para declarar a vitória desde que foram conhecidas as primeiras projeções de vários órgãos de comunicação social (CNN, The New York Times, entre outros) sobre os resultados das eleições, que apontavam para a vitória de Joe Biden.

À medida que vários estados, principalmente aqueles que Biden conseguiu 'virar' e que são de 'grande peso' dentro do Colégio Eleitoral, como, por exemplo, a Geórgia e a Pensilvânia, anunciavam a vitória do democrata, a candidatura de Trump intensificava as alegações nunca comprovadas de fraude eleitoral.

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Também na segunda-feira, a Administração de Serviços Gerais dos Estados Unidos apurou hoje que Biden é o "aparente vencedor" das eleições presidenciais, e 'abriu caminho' para a transição formal que estava a ser bloqueada pela administração Trump.

Esta informação foi avançada pela Associated Press (AP), que cita uma fonte oficial, e dá conta de que Emily Murphy determinou que Biden é o vencedor das eleições, apesar de o republicano Donald Trump continuar a rejeitar reconhecer a derrota.

Desde a primeira-dama dos Estados Unidos da América (EUA), Melania Trump, aos apoiantes do Presidente e ainda o advogado de Trump, Rudolph Giuliani, foram várias as vozes que tentaram fazer eco das acusações de fraude eleitoral.

As acusações começaram por ter como base os votos das pessoas que tinham votado antecipadamente e por correspondência. A candidatura de Trump alegava que apenas os votos de pessoas que tinham ido votar no dia 03 de novembro eram "legais" e que os restantes não poderiam ser considerados. Contudo, estas três modalidades de voto estão contempladas na legislação norte-americana.

Seguiram-se outras teorias, como, por exemplo, a de que oficiais eleitorais democratas estavam a impedir a presença de republicanos nas mesas de voto, para controlar e enviesar os resultados.

Contudo, todas as acusações carecem de sustentação, de acordo com as autoridades estaduais e diversos tribunais que recusaram processos judiciais de Trump por falta de provas.

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