"You Clap For Me Now"

"Agora Podes Aplaudir-me": O vídeo anti-racismo que junta 19 nacionalidades no Reino Unido

"Agora Podes Aplaudir-me": O vídeo anti-racismo que junta 19 nacionalidades no Reino Unido

Um vídeo gravado no Reino Unido mostra vários trabalhadores, das mais diversas áreas profissionais e de diferentes nacionalidades, a recitar o poema anti-racismo "You can Clap For Me Now" ("Agora Podes Aplaudir-me").

As imagens somam mais de oito milhões de visualizações e foram partilhadas por todo o Mundo num curto espaço de tempo. É chegaram à imprensa internacional, nomeadamente ao jornal "The Times" e "The Guardian".

O clip tem pouco mais de dois minutos e apresenta a leitura do poema de Darren James Smith, "You can Clap For Me Now" ("Agora Podes Aplaudir-me", em tradução livre).

São 19 nacionalidades representadas no vídeo, onde participam cidadãos que estão radicadas no Reino Unido. O poema arranca com a frase: "Do que o Reino Unido mais tem medo chegou de fora, agarrando os nossos empregos e tornando as ruas inseguras". O poema pega em frases frequentemente dirigidas aos imigrantes e reinventa-as.

Nas imagens aparecem britânicos das mais variadas origens, trabalhadores-chave durante a pandemia - incluindo médicos, enfermeiros, professores, lojistas e motoristas de entrega, muitos dos quais sofreram discriminação num passado recente.

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Ao jornal inglés "The Guardian", o produtor do vídeo, Sachini Imbuldeniya, explicou a inspiração do trabalho. "As Nações Unidas divulgaram um resumo global a todos os criativos para espalhar mensagens positivas, bondade e solidariedade durante esses tempos incertos. O resumo criado foi o melhor. O meu amigo e colega Darren Smith escreveu o poema. Nós dois trabalhamos juntos no "Bridge Studio", partilhou.

"Este é um poema para lembrar a todos que a grande maioria dos" trabalhadores-chave "é de famílias étnicas negras e minoritárias, incluindo médicos, enfermeiros, professores, comerciantes, dentistas, assistentes sociais, motoristas de entregas e muito mais", refere o produtor.

E finaliza: "Porque sabemos - e eles sabem - que não importa de onde vêm. Durante a pandemia, somos todos os humanos juntos, combatemos um inimigo comum ".

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