Pandemia

Alemanha suspende acolhimento de refugiados sírios vindos da Turquia

Alemanha suspende acolhimento de refugiados sírios vindos da Turquia

A Alemanha anunciou esta quarta-feira a suspensão temporária do programa de acolhimento de refugiados sírios que mantém com a Turquia na sequência do encerramento das fronteiras da União Europeia (UE) para travar a pandemia do novo coronavírus.

"O Ministério do Interior pediu a suspensão temporária do mecanismo" de reinstalação de refugiados sírios "devido às restrições de viagens" decretadas pela UE na terça-feira, afirmou um porta-voz do ministério alemão, assegurando que o programa será retomado "assim que possível".

Outros programas deste género firmados com o Líbano e com a Jordânia também vão ser suspensos, indicou o mesmo porta-voz alemão.

Na terça-feira, os chefes de Estado e de Governo da UE acordaram a interdição de entradas "não essenciais" em território europeu por 30 dias.

"Para limitar a propagação do vírus, decidimos reforçar as nossa fronteiras externas aplicando uma restrição temporária coordenada de viagens não essenciais para a UE por um período de 30 dias, com base na abordagem proposta pela Comissão", declarou, na terça-feira, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

Desde 2012, a Alemanha acolhe refugiados, nomeadamente sírios procedentes da Turquia, no âmbito de "programas de reinstalação".

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Em 2016, um acordo estabelecido com a Turquia previa a admissão na zona da UE de 70 mil refugiados, uma meta longe de estar alcançada nesta fase.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e a Organização Internacional para as Migrações (OIM) também anunciaram a suspensão, até nova ordem, dos programas de realocação de refugiados.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou, até à data, mais de 200 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 8200 morreram.

Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 82500 recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 146 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Depois da China, a Europa tornou-se o epicentro da pandemia.

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