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Guerra na Ucrânia

António Guterres diz que atacar centrais nucleares seria "suicida"

António Guterres diz que atacar centrais nucleares seria "suicida"

Qualquer ataque contra uma central nuclear é "suicida", alertou esta segunda-feira o secretário-geral da ONU, António Guterres, depois de um novo bombardeamento que atingiu um complexo nuclear no sul da Ucrânia.

A Rússia e a Ucrânia trocam acusações pelos ataques contra a central de Zaporizhzhia, o maior complexo nuclear da Europa, que está sob controlo russo desde março.

Os confrontos de sexta-feira na central levaram o diretor geral da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, a alertar para um "risco muito real de desastre nuclear".

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Numa entrevista conjunta em Tóquio, Japão, o secretário-geral da ONU condenou os ataques, sem responsabilizar nenhuma parte.

"A humanidade está a brincar com uma arma carregada. As armas nucleares são um disparate", disse Guterres, acrescentando que a única forma de garantir que não se acaba por provocar a aniquilação total é " não ter armas nucleares", renovando o apelo aos líderes dos países para que abdiquem desses arsenais.

"Qualquer ataque contra uma central nuclear é uma coisa suicida. Espero que os ataques terminem e, ao mesmo tempo, espero que a AIEA consiga ter acesso ao local", completou.

O secretário-geral da ONU fez estas declarações depois de visitar Hiroshima no fim de semana, onde discursou por ocasião do aniversário dos 77 anos do primeiro ataque com uma bomba atómica no mundo.

O português de 73 anos também fez uma dura advertência sobre os horrores das armas atómicas há uma semana em Nova Iorque, EUA, durante uma conferência do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

A humanidade está "a apenas um mal-entendido, a um erro de cálculo da aniquilação nuclear", afirmou Guterres.

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