Japão

Após anos de controvérsia, o casamento da princesa Mako com um plebeu foi marcado

Após anos de controvérsia, o casamento da princesa Mako com um plebeu foi marcado

A princesa Mako, do Japão, vai casar com o seu noivo, um plebeu chamado Kei Komuro, no dia 26 de outubro, renunciando ao seu estatuto e ao apoio financeiro dado pelo Estado às mulheres da Família Imperial Japonesa.

A princesa Mako não teve direito a um conto de fadas. A relação entre a sobrinha do Imperador Naruhito e o plebeu Kei Komuro tem estado envolta em controvérsia há vários anos e é seguida de perto pelos meios de comunicação.

Inicialmente, o casal, que se conheceu enquanto frequentava a International Christian University, em Tóquio, em 2012, está noivo desde 2017 e previa casar-se em 2018. Porém, a cerimónia foi adiada, alegadamente devido a dificuldades financeiras da família do noivo.

Agora, com a cerimónia marcada para 26 de outubro, a princesa Mako planeia abdicar do seu estatuto, do casamento imperial e do apoio financeiro de 150 milhões de ienes (1,16 milhões de euros) dado às mulheres da Família Imperial Japonesa, de acordo com o "New York Times".

Depois de 26 de outubro, o casal planeia mudar-se para Nova Iorque, nos EUA, onde Kamuro trabalha como advogado. Já a princesa, que tem mestrado em museus de arte e galerias pela Universidade de Leicester, no Reino Unido, e está a fazer o doutoramento na International Christian University, não anunciou os seus planos, embora haja especulações de que poderia encontrar trabalho no mundo da arte de Nova Iorque. Nos últimos cinco anos, Mako trabalhou num museu da Universidade de Tóquio.

A cobertura excessiva sobre a relação sobre a princesa - cujo pai é o príncipe herdeiro Fumihito - e a família de Komuro ao longo dos anos fez com que Mako sofresse de um transtorno de stresse pós-traumático. Mas a princesa não é o primeiro membro da família imperial a sofrer as consequências da atenção hostil dos meios de comuncação. A imperatriz Masako luta atualmente contra uma doença induzida pelo stresse que surgiu após uma forte pressão para ter um filho homem.

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Cada vez menos membros na família imperial japonesa

A lei centenária japonesa retira o estatuto real aos membros imperiais femininos que se casem com um plebeu. Nenhuma mulher pode sentar-se no Trono do Crisântemo, que deve ser ocupado por um homem da linha de sucessão masculina. Atualmente, apenas o príncipe herdeiro e o seu filho podem suceder ao atual imperador.

Contudo, como a família imperal continua a encolher, deixando poucos potenciais herdeiros, há quem queira mudar essa regra. Desde março, um painel do Governo japonês tem discutido as revisões das suas leis em torno da sucessão imperial. Em julho, o painel sugeriu, pela primeira vez, incluir ex-membros da realeza e herdeiras.

A princesa será a nona mulher da família imperal japonesa a casar com um plebeu desde a II Guerra Mundial.

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