
22 de Janeiro - A ofensiva israelita na Faixa de Gaza causou 1330 mortos palestinianos e 5450 feridos.
21 de Janeiro - O exército israelita concluiu a sua retirada da Faixa de Gaza.
20 de Janeiro - O secretário-geral das Nações Unidas (ONU) criticou o lançamento "indiscriminado" de mísseis artesanais por activistas palestinianos no sul de Israel.
O secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu uma investigação completa sobre os bombardeamentos israelitas de três edifícios da ONU na Faixa de Gaza durante a ofensiva israelita contra o Hamas.
O Exército israelita continua a sair de Gaza.
19 de Janeiro - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, regressa terça-feira (dia 20) a Israel e visitará a Faixa de Gaza, num périplo destinado a fortalecer o frágil cessar-fogo entre Israel e o Hamas, anunciou a organização.
A comissária europeia para as Relações Externas disse que a ajuda humanitária vai chegar rapidamente à Faixa de Gaza mas preveniu que a reconstrução de edifícios só começará quando a União Europeia encontrar um interlocutor palestiniano aceitável.
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, propôs ao movimento palestiniano rival Hamas a formação de um "governo de conciliação" que organize eleições legislativas e presidenciais simultâneas.
O rei Abdallah da Arábia Saudita anunciou um apoio de mil milhões de dólares para a reconstrução da Faixa de Gaza, território bombardeado durante 22 dias pelo Exército israelita.
O Hamas afirmou que apenas tinham morrido 48 combatentes durante a ofensiva israelita na Faixa de Gaza.
Israel autorizou a passagem de cerca de 200 camiões de ajuda humanitária para Gaza, bem como o fornecimento de 400.000 litros de óleo combustível, depois da instauração de um cessar-fogo após três semanas de uma ofensiva mortífera.
18 de Janeiro - O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, admitiu que o cessar-fogo na Faixa de Gaza é "frágil", depois de o Hamas ter disparado mais mísseis artesanais contra Israel e de uma resposta do Exército hebreu.
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, qualificou a trégua anunciada sábado (dia 17) por Israel como um "facto importante e necessário", mas "insuficiente".
O movimento islamista Hamas declarou um cessar-fogo pelo período de uma semana para permitir que o Exército israelita "se retire da Faixa de Gaza".
O exército israelita iniciou uma retirada progressiva da faixa de Gaza após sábado (dia 17) ter sido decretado um cessar-fogo unilateral no território palestiniano, destruído por 22 dias de uma ofensiva mortífera.
O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, garantiu aos líderes europeus que viajaram até ao Médio Oriente para incentivar uma trégua duradoura em Gaza que as tropas do seu país "não têm intenções de permanecer" na Faixa de Gaza.
17 de Janeiro - Israel declarou uma trégua na Faixa de Gaza, ao fazer um anúncio unilateral de cessar-fogo, segundo um canal de televisão israelita, mas o Hamas rejeitou essa mesma trégua.
O exército israelita ficará estacionado durante "alguns dias" em Gaza após o início de um cessar-fogo decretado unilateralmente por Israel, antes de se retirar, indicou hoje um responsável do ministério da Defesa.
16 de Janeiro - Israel espera que a guerra iniciada há três semanas contra o Hamas em Gaza tenha um final próximo, disse o porta-voz do primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert. "Espero que cheguemos ao fim" da guerra, afirmou Mark Regev à agência AFP.
Os Estados Unidos e Israel vão assinar um acordo destinado a impedir o contrabando de armas para o Hamas em troca de um cessar-fogo na Faixa de Gaza, anunciou Condoleezza Rice.
O líder do Hamas no exílio, Khaled Mechaal, afirmou que o movimento islamita não aceita as condições de Israel para um cessar-fogo em Gaza, na abertura de uma reunião árabe consagrada à ofensiva israelita no território palestiniano.
O movimento islamita palestiniano Hamas propôs um cessar-fogo de um ano a Israel em troca de uma retirada das tropas israelitas da Faixa de Gaza e da suspensão do bloqueio imposto ao enclave, anunciou um alto responsável do Hamas.
O ministro das Infra-estruturas israelita, Binyamin Ben Eliezer, afirmou esperar um acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza na «próxima semana».
Israel espera que a guerra, iniciada há três semanas contra o Hamas em Gaza, tenha um final próximo, disse o porta-voz do primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert.
Equipas de socorro retiraram 23 corpos de escombros de casas de Gaza que na quinta-feira (dia 15) foram palco de violentos combates entre soldados israelitas e combatentes palestinianos, disseram fontes médicas palestinianas.
15 de Janeiro - O exército israelita anunciou ter morto o ministro do Interior do Hamas, Said Siam, um dos principais responsáveis do movimento islamita palestiniano, em Gaza.
Israel deu uma "resposta totalmente favorável" ao plano egípcio para terminar os confrontos na Faixa de Gaza, disse um "responsável egípcio não identificado", citado pela televisão pública egípcia.
A ajuda humanitária que entrou em Gaza nos últimos dias foi destruída pelas chamas após os bombardeamentos israelitas aos depósitos das Nações Unidas onde estava armazenada, disse um porta-voz da organização.
Desde o início da ofensiva israelita 1.070 palestinianos foram mortos, incluindo 355 crianças e 100 mulheres e mais de 5.000 pessoas ficaram feridas.
O exército israelita bombardeou a cidade de Gaza, com meios aéreos e terrestres, atingindo edifícios de órgãos de comunicação social e uma agência da ONU.
O exército israelita atacou quarta-feira (dia 14) à noite cerca de 70 objectivos em Gaza, enquanto que o Hamas lançou pelo menos 12 foguetes contra o território israelita, disseram fontes militares.
O chefe do governo do movimento islamita Hamas em Gaza, Ismaïl Haniya, pediu aos países ocidentais que façam pressão sobre Israel, para acabar com a ofensiva militar contra a Faixa de Gaza, recordando as suas condições para um cessar-fogo.
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, declarou quarta-feira (dia 14) ter recebido "sinais positivos" sobre um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Três palestinianos foram mortos em raids da aviação israelita durante esta madrugada na Faixa de Gaza, revelaram fontes médicas palestinianas.
A Venezuela rompeu quarta-feira (dia 14) relações diplomáticas com Israel pela "gravidade das atrocidades contra o povo palestiniano", anunciou o Ministério de Relações Exteriores da Venezuela (MRE).
14 de Janeiro - O Movimento islâmico palestiniano Hamas reiterou as condições que considera indispensáveis para aceitar um cessar-fogo na Faixa de Gaza e afirmou que rejeitará qualquer pacto que não inclua esses pontos.
O Egipto obteve o acordo do Hamas ao seu plano visando pôr fim à guerra em Gaza e espera agora a resposta de Israel, afirmou uma fonte diplomática egípcia.
A Bolívia cortou relações diplomáticas com Israel em protesto contra a ofensiva israelita na faixa de Gaza, que já provocou mais de mil mortos, anunciou o presidente boliviano Evo Morales.
Responsáveis da segurança libanesa afirmam que o exército israelita lançou oito projécteis contra o sul do Líbano depois de foguetes disparados a partir do Líbano contra o norte de Israel.
Três foguetes disparados do sul do Líbano cairam esta manhã no norte de Israel, perto da fronteira entre os dois países, segundo um porta-voz da polícia israelita.
O líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, reiterou, numa mensagem on-line, os apelos para uma guerra santa contra Israel para terminar a ofensiva em Gaza, divulgou esta quarta-feira uma empresa norte-americana especializada no visionamento de sites islâmicos.
Ban Ki-moon, afirmou esta quarta-feira no Cairo que "já não havia mais tempo a perder" para terminar a guerra na Faixa de Gaza entre Israel e o Hamas.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, chegou ao Egipto, primeira etapa de um périplo ao Médio Oriente para tentar pôr fim ao conflito entre Israel e o Hamas.
A representante da Autoridade Palestiniana (AP) em Portugal, Randa Nabulsi, defendeu que o extremismo e o Hamas deixariam de ser um problema se houvesse esperança de paz e qualificou os combates na faixa de Gaza como "massacre".
13 de Janeiro - O Conselho de Segurança da ONU manifestou o seu apoio ao secretário-geral, Ban Ki-moon, que seguirá para o Médio Oriente para obter o fim do conflito na Faixa de Gaza, anunciou o embaixador de França na ONU.
O primeiro-ministro dinamarquês, Anders Fogh Rasmussen, defendeu Israel, na sua opinião alvo de críticas unilaterais, e condenou o movimento palestiniano Hamas que considerou o único responsável pelo conflito na Faixa de Gaza.
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, acusou Israel de tentar "aniquilar" o povo palestiniano na Faixa de Gaza ao recusar pôr fim à ofensiva contra o território.
A Jordânia garantiu desconhecer que tenham sido efectuados disparos esta manhã contra uma patrulha israelita, a partir do seu território, segundo fonte oficial jordana.
Uma patrulha israelita foi alvejada a tiro a partir do território jordano, junto a um ponto de passagem no sul de Israel, anunciou um porta-voz militar.
12 de Janeiro - O governo do Hamas na faixa de Gaza afirmou que "a vitória está mais próxima do que nunca" contra o exército israelita, que desde 27 de Dezembro passado mantém uma ofensiva militar no território palestiniano.
A secretária de Estado norte-americana, Condoleezza Rice, teve "vergonha" de abster-se quinta-feira passada na votação do Conselho de Segurança da ONU sobre Gaza, por ordem do presidente George W. Bush, declarou o primeiro-ministro israelita Ehud Olmert.
O presidente do Parlamento Europeu defendeu a criação de uma força internacional dotada de um "mandato robusto" para garantir um cessar-fogo em Gaza, considerando "inaceitável" a continuação das hostilidades.
O exército israelita aumentou a presença de militares reservistas na Faixa de Gaza, no 16º dia da ofensiva contra o movimento radical islâmico Hamas.
Os últimos números desta guerra dão conta de mais de 900 mortos e cerca de 4.000 feridos.
O Conselho de Direitos Humanos da ONU condenou a ofensiva de Israel contra a Faixa de Gaza e pediu a cessação imediata das hostilidades e o envio de uma missão de investigação independente.
11 de Janeiro - Na terceira semana de guerra na Faixa de Gaza já morrream 850 pessoas e 3 500 ficaram feridas. Enquanto no Egipto a comunidade internacional tenta um cessar-fogo, no terreno Israel e Hamas só têm uma resposta: a luta continua.
O exército israelita prossegue a sua ofensiva na Faixa de Gaza, com bombardeamentos e confrontos armados, com a cúpula militar a pedir ao Governo uma decisão imediata: proclamar um cessar-fogo ou lançar a "terceira fase" da operação.
O primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, garantiu que Israel "está próximo de atingir os objectivos que fixou" para a sua ofensiva militar na Faixa de Gaza.
O Egipto abriu a fronteira com Gaza para permitir a entrada de médicos árabes e ajuda humanitária, pela primeira vez desde o início da ofensiva israelita contra a região, há mais de duas semanas, disseram fontes do Hamas.
10 de Janeiro - As Nações Unidas vão retomar a distribuição de ajuda aos habitantes da Faixa de Gaza, depois de terem recebido garantias em matéria de segurança por parte de Israel, anunciou a ONU em comunicado.
O presidente da Autoridade Nacional Palestiniana, Mahmud Abbas, solicitou que o movimento islamista Hamas aceite "sem hesitação" o plano egípcio para um cessar-fogo com Israel.
Dois aviões espanhóis carregados com 54 toneladas de ajuda humanitária partiram para a Jordânia, devendo a sua carga ser distribuída pela população na Faixa de Gaza, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol.
A ofensiva israelita em Gaza, que já causou mais de 800 mortos, entrou na terceira semana numa altura em que estão a ser intensificadas no Cairo diligências diplomáticas com vista a um cessar-fogo, preconizado pela ONU.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse estar de acordo com a União Europeia para um cessar-fogo "o mais breve possível" em Gaza, indicou em comunicado.
9 de Janeiro - O exército israelita matou, num bombardeamento, 30 civis que faziam parte de um grupo de 110 palestinianos que se reuniu numa casa de Gaza, revelou a ONU citando testemunhas.
Nove palestinianos, seis dos quais da mesma família, foram mortos esta madrugada num ataque com raids aéreos e bombardeamentos israelitas no norte da Faixa de Gaza, segundo fontes médicas e testemunhas.
O exército israelita vai prosseguir a operação militar na Faixa de Gaza apesar do apelo ao cessar-fogo do Conselho de Segurança da ONU, afirmou o chefe do governo de transição, Ehud Olmert.
Israel e o Hamas rejeitaram o apelo para um cessar-fogo adoptado quinta-feira (dia 8) à noite pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas por não satisfazer as suas respectivas necessidades de segurança e liberdade de movimento.
O Conselho de Segurança da ONU adoptou quinta-feira (dia 8) à noite uma resolução que apela a um cessar-fogo imediato em Gaza.
8 de Janeiro - Os ministros ocidentais e árabes dos Negócios Estrangeiros, reunidos em Nova Iorque, chegaram a um acordo sobre os termos de uma resolução visando um cessar-fogo imediato em Gaza.
A agência da ONU de ajuda aos refugiados palestinianos (UNRWA) anunciou a suspensão das actividades humanitárias na Faixa de Gaza após uma granada de morteiro do exército israelita ter atingido um dos comboios com ajuda de emergência, causando um morto.
De acordo com o chefe dos serviços de urgência na Faixa de Gaza, Muawiya Hassanein, o balanço da operação militar israelita na Faixa de Gaza atingiu os 763 mortos, na sequência de vários ataques e da recuperação de numerosos corpos pelos serviços de socorro devido a uma pausa dos bombardeamentos.
Organizações palestinianas sedeadas em Damasco, entre as quais o Hamas, afirmaram que a iniciativa egípcia para alcançar uma trégua permanente na faixa de Gaza "não constitui uma base válida", declarou um responsável palestiniano, Khaled Abdel-Majid.
Cerca de 250 estrangeiros e palestinianos com dupla nacionalidade foram autorizados por Israel a deixar a Faixa de Gaza, onde a ofensiva israelita provocou mais de 700 mortos, indicou a Cruz Vermelha e o Exército israelita.
Israel intensificou a sua ofensiva contra o Sul da Faixa de Gaza com a entrada de dezenas de tanques provenientes do território israelita nesta zona e raids aéreos contra a cidade de Rafah, perto da fronteira egípcia, revelaram testemunhas.
Vários foguetes disparados a partir do Líbano caíram esta manhã no norte de Israel, fazendo alguns feridos, segundo fontes militares.
O porta-voz do Hamas no Líbano negou qualquer responsabilidade do movimento islamita nos tiros de foguetes lançados a partir o Sul do Líbano contra Israel.
O governo libanês condena o ataque desta manhã e está a tentar apurar quem lançou os foguetes a partir do sul do Líbano contra Israel.
O Presidente israelita Shimon Peres afirmou que Israel "não quer um cessar-fogo mas sim o fim do terror", para evitar que Gaza se torne "num satélite do Irão".
7 de Janeiro - O embaixador do Egipto nas Nações Unidas disse que representantes de Israel, dos palestinos e do movimento de resistência islâmico Hamas, concordaram em reunir-se quinta-feira para conversações mediadas pelo Egipto no Cairo.
O partido sunita palestiniano Hamas saudou a "valente" decisão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de expulsar o embaixador de Israel em Caracas, em protesto pela incursão na Faixa de Gaza e em solidariedade com os palestinos, revelaram as televisões venezuelanas.
A Dinamarca e a Holanda propuseram à União Europeia (UE) enviar polícias para a fronteira entre o Egipto e Gaza para aí efectuar controlos, anunciou o Ministério dinamarquês dos Negócios Estrangeiros.
Os chefes de diplomacias árabes e ocidentais tentaram esta quarta-feira alcançar um consenso no Conselho de Segurança da ONU para apoiar o plano apresentado terça-feira pela França e Egipto visando conseguir um cessar-fogo na Faixa de Gaza.
Os doze ministros do gabinete de segurança israelita "aprovaram a continuação das operações terrestres, incluindo uma terceira fase que alargará a ofensiva, penetrando ainda mais nas zonas mais populosas" na Faixa de Gaza, declarou o responsável.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) saudou a decisão de Israel de parar todos os dias durante três horas os combates na Faixa de Gaza, mas defende o acesso permanente dos socorros às vítimas dos combates.
O presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, acolhe favoravelmente o plano egípcio para acabar com a guerra na Faixa de Gaza e vai deslocar-se ao Egipto para uma cimeira com Hosni Mubarak, anunciou o representante palestiniano no Cairo.
Também Israel já se declarou favorável à iniciativa do Egipto para encontrar soluções para acabar com os combates na faixa de Gaza, segundo um porta-voz da presidência do Conselho israelita.
Até ao momento, nenhum dos 500 portugueses residentes na região de Israel pediu ajuda ao Governo português.
Um combatente palestiniano foi morto em Gaza, onde Israel prosseguiu a sua ofensiva, essencialmente no norte, marcado por violentos combates, enquanto o Sul foi alvo de ataques aéreos, revelaram testemunhas e serviços de emergência.
Israel vai expulsar o representante de negócios venezuelano em Telavive como represália perante a expulsão do embaixador israelita em Caracas, declarou um porta-voz do ministério dos Negócios estrangeiros em Jerusalém.
A ONU afirmou ter "a certeza" de que não havia combatentes palestinianos na escola atacada terça-feira (dia 6) por forças israelitas, onde foram mortas mais de 40 pessoas.
O Presidente israelita, Shimon Peres, prometeu que o Estado hebreu vai estudar o plano de paz conjunto franco-egípcio destinado a negociar as modalidades de uma trégua na Faixa de Gaza. "Apreciamos muito a posição do Egipto. Vamos estudar o que o Egipto propõe", declarou Peres.
6 de Janeiro - Os hospitais de Gaza estão à beira do colapso devido à contínua chegada de feridos civis denunciou a organização não-governamental britânica Oxfam.
O governo do presidente Hugo Chávez ordenou a expulsão do embaixador de Israel em Caracas, Shlomo Cohen, e alguns funcionários, em protesto pela incursão de Israel na Faixa de Gaza e em solidariedade para com o povo palestiniano, anunciou o Ministério de Relações Exteriores (MRE).
A organização de estudos estratégicos International Crisis Group defendeu que o conflito na Faixa de Gaza entre Israel e o movimento islâmico Hamas só poderá terminar quando as duas partes puderem reclamar vitória.
De acordo com os serviços de emergência do território pelo menos 635 palestinianos foram mortos e mais de 2.900 feridos na ofensiva israelita contra a Faixa de Gaza, em curso há 11 dias.
Pelo menos 40 pessoas que se tinham refugiado numa escola gerida pela ONU no norte de Gaza morreram quando a aviação israelita bombardeou o perímetro do edifício, informaram fontes médicas.
Seis combatentes palestinianos foram mortos por uma granada disparada por um tanque israelita na localidade de Deir al-Balah, no centro da Faixa de Gaza, anunciaram testemunhas e médicos palestinianos.
Um rocket palestiniano atingiu a cidade israelita de Gedera, a mais de 45 quilómetros da Faixa de Gaza, causando ferimentos a um bebé, anunciou um porta-voz do exército israelita.
A China anunciou a concessão de um milhão de dólares de "ajuda humanitária urgente" à população da Faixa de Gaza e apelou ao "fim imediato" das operações militares na região.
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, pediu à Síria para pressionar o Hamas, seu aliado, para que a paz possa regressar à Faixa de Gaza.
5 de Janeiro - Durante a noite aviões israelitas atacaram 30 alvos na Faixa de Gaza. As forças terrestres continuaram a avançar apoiadas pelos bombardeamentos.
“A cidade de Gaza está parcilamente cercada”, disse Ehud Barak, ministro da Defesa de Israel.
Mahmoud al-Zahar, o mais influente líder do Hamas em Gaza, promete "vitória" do seu movimento face a Israel.
José Manuel Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia, condenou a violência dos últimos acontecimentos em Gaza, reiterando a necessidade de se retomar o processo de paz naquela região.
No Egipto, Nicolas Sarkozy apela ao cessar-fogo em Gaza.
“Lamento que o Conselho de Segurança não tenha sido capaz de chegar a um consenso, incluindo na sua reunião de emergência de sábado à noite (dia 3), para pôr termo à violência”, declarou Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU em comunicado.
O presidente russo Dmitri Medvedev apela a um "cessar-fogo imediato" na Faixa de Gaza.
De acordo com Riyad al-Malki, ministro palestiniano dos Negócios Estrangeiros, os estados árabes vão propor um novo projecto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU afim de se obter um cessar-fogo durável em Gaza.
O movimento islamita palestiniano Hamas acusou o presidente francês Nicolas Sarkozy de "total parcialidade" a favor de Israel, por ter acusado o movimento de agir de forma "irresponsável e imperdoável".
O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusou Israel de ter "um Governo assassino e genocida" e apelou "ao mundo" que, tal como fez a Venezuela, exija o fim da "invasão da Faixa de Gaza".
O presidente eleito norte-americano Barack Obama mostra-se profundamente preocupado com os combates na Faixa de Gaza, sublinhando ao mesmo tempo que não quer intervir nas "negociações delicadas" efectuadas pela administração cessante.
4 de Janeiro - Tropas israelitas, apoiadas por artilharia e bombardeiros aéreos, avançam em várias áereas do teritório palestiniano.
Tanques israelitas tomam o controlo de várias áreas estratégicas.
“Estamos profundamente inquietos com a crise humanitária na Faixa de Gaza”, declarou Hu Jintao, presidente da China, citado por um comunicado do ministério.
O Papa Bento XVI lamentou “as notícias dramáticas que chegam de Gaza” que “demonstram como a recusa ao diálogo leva a situações que afectam de forma indizível as populações mais uma vez vítimas do ódio e da guerra”.
O porta-voz da presidência checa da União Europeia pede desculpas pelas declarações proferidas no sábado passado. "Quero apresentar desculpas pelo mal-entendido ocorrido a 3 de Janeiro de 2009 a propósito da reacção da presidência checa sobre as acções das forças terrestres israelitas na Faixa de Gaza, segundo a qual as operações eram entendidas como um acto de auto-defesa", afirmou o porta-voz numa declaração.
3 de Janeiro - Abu Zakaria al-Jamal, comandante do braço armado do Hamas, é morto pela aviação israelita.
Carros de combate israelitas, apoiados por helicópteros, iniciam a incursão terrestre em Gaza.
Os Estados unidos impediram uma declaração do Conselho de Segurança da ONU sobre a incursão terrestre de tropas israelitas na Faixa de Gaza. Contudo, este país, fiel aliado de Israel, pronunciou-se a favor de “um cessar-fogo duradouro”, “o mais rapidamente possível” .
A República Checa, que preside actualmente à União Europeia, classificou a incursão terrestre de Israel na Faixa de Gaza como uma “acção mais defensiva que ofensiva”, declarou o porta-voz do executivo, Jiri Frantisek Potuznik.
2 de Janeiro - Israel permite a evacuação de estrangeiros pelo terminal fronteiriço de Erez enquanto prosseguem os bombardeamentos.
1 de Janeiro - Nizar Rayyan, um dos principais líderes do Hamas, é morto depois de um bombardeamento sobre um campo de refugiados de Jabalya.
Tzipi Livni, ministra de Relações Exteriores israelita, reúne-se em Paris com Nicolas Sarkozy, informando-o que os bombardeamentos seguirão até que parem os ataques do Hamas.
“Não estamos interessados em efectuar uma guerra longa e não desejamos alargar a frente”, disse Ehud Olmert, primeiro-ministro israelita.
31 de Dezembro - Israel destrói os escritórios do chefe do governo do Hamas, Ismail Haniyeh.
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, apelou pessoalmente ao primeiro-ministro israelita, Ehud Olmert, para um cessar-fogo nos ataques contra a Faixa de Gaza.
Israel rejeita formalmente uma proposta francesa de declarar uma “trégua humanitária” de 48 horas em Gaza. A proposta é rejeitada também pelo Hamas.
Os ataques contra a Faixa de Gaza levaram o Egipto ao cancelamento das comemorações oficiais do Ano Novo.
30 de Dezembro - Israel continua a bombardear prédios do governo e outros alvos relacionados com o Hamas
29 de Dezembro - A Força Aérea Israelita retoma, durante a madrugada, os seus ataques. Atingem o Ministério do Interior do Hamas e outros edifícios vinculados ao movimento.
Milícias palestinianas prosseguem o lançamento de rockets contra o sul de Israel, causando a morte de três israelitas nas cidades de Ashkelon, Nahal Oz e Ashod.
A Autoridade Nacional Palestina suspende as negociações de paz com Israel.
Hassan Nasrallah, chefe do grupo xiita libanês Hezbollah, apela a uma nova intifada.
28 de Dezembro - Israel bombardeia a Universidade Islâmica, um importante símbolo do movimento islâmico do Hamas, e túneis utilizados para ligar Gaza ao Egipto.
Activistas palestinianos respondem com lançamento de mísseis.
O Governo israelita autoriza a mobilização de milhares na reserva.
Paralelamente aos ataques aéreos, Israel posiciona artilharia e centenas de soldados na fronteira com Gaza.
O Conselho de Segurança da ONU e o secretário-geral da organização, Ban Ki-Moon, expressam a sua preocupação e pedem um cessar-fogo.
O Governo da Síria anuncia que o ataque fecha as portas a futuras negociações com Israel.
O Comité Internacional da Cruz Vermelha pediu permissão para a entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza.
27 de Dezembro - Aviões e helicópteros israelitas bombardeiam mais de 50 alvos do Hamas em Gaza. Começa a operação “Chumbo endurecido”, a mais sangrenta desde 1967.
Em reposta, a milícia palestiniana lança rockets contra Israel, um dos quais mata uma mulher israelita em Netivot.
George W. Bush, presidente dos Estados Unidos, pede ao Hamas que cesse os ataques contra Israel.
25 de Dezembro - Israel ameaça com operação militar em grande escala em Gaza, caso os ataques dos grupos armados palestinianos continuem.
24 de Dezembro - Grupos armados palestinianos lançam cerca de 100 rockets e projécteis contra o sul de Israel.
19 de Dezembro - Milícias palestinianas lançam três rockets pouco depois do fim oficial da trégua entre Hamas e Israel em Gaza.
18 de Dezembro - O Hamas declara que não renovará o cessar-fogo. “A calma acabou”, afirma um dos seus líderes Ayman Taha, em comunicado.
17 de Dezembro - Milícias palestinianas, ligadas ao Hamas, lançam 22 rockets e uma bomba contra o território israelita, causando ferimentos a duas pessoas.
16 de Dezembro - Três dias antes do fim do cessar-fogo de seis meses, negociado pelo Egipto, um terreno baldio do sul de Israel é atingido por três rockets, sem provocar vítimas ou danos materiais.
