
Segundo apurou o JN junto de fonte oficial, uma jovem portuguesa de 22 anos, Fanny Pinheiro Magalhães, natural de Santa Maria de Feira, estava no local do incêndio e permanece desaparecida
Foto: Jean-Christophe/EPA
Os responsáveis pelo bar da estância de esqui suíça onde, pelo menos, 40 pessoas morreram num incêndio, durante uma festa de Ano Novo, estão a ser investigados por homicídio por negligência, informaram este sábado as autoridades.
Os franceses Jacques e Jessica Moretti eram proprietários e administravam o Le Constellation, em Crans-Montana, que estava lotado quando um incêndio começou numa área subterrânea do espaço, por volta das 1.30 horas de quinta-feira (hora local).
De acordo com as autoridades, citadas pela agência de notícias France-Presse, as chamas terão começado na sequência de fogos de artifício presos a garrafas de champanhe, propagando-se a todo o recinto. "Uma investigação criminal foi aberta na sexta-feira à noite contra os dois gerentes do bar", informaram tanto a Polícia suíça como o Ministério Público de Valais, no Sudoeste do país, num comunicado conjunto divulgado este sábado. Os visados, que, até ao fecho desta edição, não tinham sido detidos, "estão acusados de homicídio, ofensas corporais e incêndio criminoso", tudo por negligência.
Segundo o último balanço oficial, 40 pessoas morreram e 119 ficaram feridas, a maioria em estado grave. Dezenas de feridos, com queimaduras graves, foram levados para países vizinhos para receberem tratamento urgente.
Vítimas identificadas
As autoridades identificaram, este sábado, os primeiros corpos retirados do bar: as vítimas são quatro jovens suíços, dois com 16 anos. Quase todas as vítimas mortais permanecem sem identificação, prevendo-se que haja cidadãos de outras nacionalidades, dada a popularidade internacional de Crans-Montana.
Segundo apurou o JN junto de fonte oficial, uma jovem portuguesa de 22 anos, Fanny Pinheiro Magalhães, natural de Santa Maria de Feira, estava no local do incêndio e permanece desaparecida.
"A Suíça está profundamente entristecida", disse hoje o Ministro da Justiça, Beat Jans, em declarações aos jornalistas, junto a um memorial improvisado em frente ao Le Constellation, repleto de flores, velas e mensagens de pesar e apoio. "É incrivelmente emocionante ver o local e perceber a força que as chamas devem ter tido. Dá para sentir o cheiro... Dá para ver os danos causados pelo fogo, deve ter sido incrivelmente intenso. 500, 600 graus, mesmo no último andar. Foi uma tragédia enorme", lamentou.

