A al-Qaeda apelou a ataques no Ocidente, sobretudo no Reino Unido e nos EUA, em resposta à ofensiva israelita na Faixa de Gaza. O apelo foi difundido num vídeo divulgado pelo Centro de Vigilância de sites islamitas.
"Sacrifiquem o que poderem para fazer sentir às capitais do Ocidente infiel, à América criminosa, e aos seus agentes tiranos, o que fazem sofrer os nossos irmãos e os nossos irmãos oprimidos na Palestina", afirma Abu Yahya al-Libi, dirigindo-se aos "mujahidine em todo o Mundo", de acordo com a tradução das suas declarações fornecidas pelo centro norte-americano de vigilância.
"Façam-nos sentir o gosto amargo da guerra, as tragédias do deslocamento e a amargura do terror", diz o dirigente da organização de Bin Laden.
"É tempo deste Estado criminoso, quero dizer o Reino Unido, pagar o preço de um crime histórico, que não esquecemos nem esqueceremos", adiantou aquele chefe da al-Qaeda.
Al-Libi faz provavelmente referência à declaração de Balfour de 1917, na qual o Reino Unido encara favoravelmente o estabelecimento de um lar nacional judeu na Palestina e que os palestinianos consideram um factor decisivo na criação do Estado de Israel.
Segundo Al-Libi, não são as manifestações e os protestos que aliviarão os sofrimentos dos palestinianos, mas a acção física contra o inimigo.
Intitulado "Palestina neste momento o combate é violento", o video é a terceira mensagem de dirigentes da al-Qaeda em três semanas, apelando ao contra-ataque à ofensiva mortífera lançada por Israel contra a faixa de Gaza, controlada pelo movimento islamita palestiniano Hamas.
O líder da al-Qaeda, Osama bin Laden, divulgou no dia 14 numa mensagem audio um "apelo à 'jihad' para parar a agressão contra Gaza".
No dia 6, no 11º dia da ofensiva israelita na faixa de Gaza, o número dois da al-Qaeda, Ayman Al-Zawahiri, apelou aos muçulmanos para "atacar os interesses ocidentais e israelitas onde quer que seja", em resposta a Israel.
A ofensiva do Exército israelita causou 1 330 mortos palestinianos e 5 450 feridos. Entre os mortos contam-se 437 crianças com menos de 16 anos, 110 mulheres e 123 idosos, bem como 14 médicos e quatro jornalistas, precisou o chefe dos serviços de emergência na cidade de Gaza, Muawiya Hassanein.
