
CHRISTOPHE PETIT TESSON/EPA
Os 195 países reunidos em Paris na conferência das Nações Unidas sobre o clima (COP21) assinaram, este sábado, o primeiro acordo universal de luta contra as alterações climáticas e o aquecimento global.
União Europeia
"Um acordo histórico! Depois de tantos anos de esforços sem tréguas esta é uma grande vitória para a Europa", afirmou o comissário europeu de Ação para o Clima e Energia, Miguel Arias Cañete, numa mensagem divulgada na rede social Twitter.
O presidente do Parlamento Europeu, Martim Schulz, afirmou na mesma rede: "Há um mês, Paris foi testemunho do terror e do ódio. Hoje a comunidade internacional alcançou, na COP21, um acordo sobre o clima que dá esperança e futuro".
Portugal
Para Carlos Martins, secretário de Estado do Ambiente, há agora um "trabalho exigente pela frente, as metas são ambiciosas", mas todos estão conscientes de que é mesmo necessário atingir os objetivos "porque é disso que depende o futuro da humanidade". O responsável do Governo português referiu que "os acordos, sendo muito negociados, nem sempre correspondem às expectativas de toda a gente, mas, neste caso, tem um denominador comum".
Barack Obama
"Isto é enorme: quase todos os países do mundo acabam de subscrever o acordo de Paris sobre alterações climáticas - graças à liderança norte-americana", disse Barack Obama, presidente dos EUA, na sua primeira reação à aprovação do documento, publicada na sua do Twiter.
David Cameron
O acordo universal "significa que todo o mundo o assinou para assumir a sua parte na luta contra as alterações climáticas", afirmou o chefe do governo de Londres, David Cameron. É "um momento para recordar", acrescentou Cameron, que salientou a ambição e a unidade demonstradas pelo mundo na reunião de Paris.
Fundo Monetário Internacional
"O Acordo de Paris é um passo crítico em frente para enfrentar o desafio das mudanças climáticas globais no século XXI. Os governos devem agora transformar palavras em ações, em particular através da implementação de políticas que façam progressos efetivos sobre as promessas de redução" das emissões, disse Christiane Lagarde, numa declaração divulgada imediatamente após a assinatura do acordo. Agora, a diretora-geral do FMI quer que os países acordem um "preço justo" para as emissões de carbono, que seja implementado desde já.
Quercus
O novo acordo global "enviará um forte sinal para acelerar a eliminação gradual da utilização dos combustíveis fósseis", refere uma informação da associação ambientalista que está na delegação portuguesa. Para a Quercus, "ao mesmo tempo, muito trabalho continua por fazer para aumentar a ação climática no curto prazo".
World Wide Fund
"Este novo acordo deverá ser continuamente fortalecido, e os Governos vão precisar de regressar a casa e concretizar medidas a todos os níveis para reduzir as emissões, financiar a transição energética e proteger os mais vulneráveis", sustentou o WWF. "As negociações de Paris também fomentaram anúncios e compromissos dos Governos, cidades e empresas que demonstram que o mundo está pronto para uma transição para energias limpas", sustentou a organização em comunicado.
China
"A China felicita todos os países por este acordo, que não é perfeito, tem partes em que pode ser melhorado, mas permite-nos avançar para responder ao desafio das alterações climáticas", disse Xie, numa intervenção no plenário da COP21. "Acabámos de escolher o caminho certo para o bem das gerações futuras", concluiu o representante do país que é atualmente o maior emissor de gases com efeito de estufa.
Greenpeace
"O mais importante desta conferência é que a indústria dos combustíveis fósseis recebeu hoje a mensagem de que este é o final da era das energias fósseis", declarou o diretor executivo da Greenpeace, Kumi Naidoo, num encontro com a imprensa, em Paris. Para este ambientalista, os investidores têm de começar descontar o dinheiro do carbono, do petróleo e do gás e aqueles que programam investir têm de faze-lo em energias renováveis.
Kumi Naidoo acusou ainda as companhias energéticas de levar o mundo "ao ponto em que ele está: tentaram manipular o debate público patrocinando investigações científicas não rigorosas, pagando a académicos nos EUA e Europa, e agora veem que, apesar de tudo o que fizeram, a população triunfou".
