
Suspeito foi detido oito horas depois do ataque
Foto: EPA
Uma mulher morreu queimada, domingo de manhã, numa composição do metro de Nova Iorque, em Brooklyn, depois de um homem ter ateado fogo à sua roupa com um isqueiro e se ter sentado à sua frente enquanto a via a ser envolvida pelas chamas e a morrer.
A polícia de Nova Iorque descreve o crime como um "homicídio brutal" e um exemplo de depravação. Cerca das 7.30 horas de domingo, um homem aproximou-se calmamente de uma mulher que se encontrava imóvel numa composição do metro, provavelmente a dormir, e sem qualquer troca de palavras ou interação ateou fogo à sua roupa. Imagens de videovigilância mostram que o suspeito, não identificado publicamente pelas autoridades mas já detido, se sentou após o ataque e ficou a observar a mulher a levantar-se enquanto as chamas a matavam.
Agentes da polícia em patrulha dentro da estação ainda tentaram apagar as chamas com extintores, mas o esforço não foi suficiente para evitar a morte, revela a BBC. "Viram uma pessoa em pé dentro da composição envolta em chamas", explicou Jessica Tisch, comissária do Departamento de Polícia de Nova Iorque. A investigação ainda decorre, para tentar perceber os contornos do crime, mas a polícia acredita que vítima e homicida não se conheciam. O suspeito saiu da composição quando os agentes chegaram ao local. “Sem o conhecimento dos agentes, o suspeito permaneceu no local e estava sentado num banco na plataforma, mesmo à saída da carruagem do comboio”, explicou Tisch.
Cerca de oito horas depois, o homem acabou mesmo por ser detido na estação de Herald Square, perto do Empire State Building, com um isqueiro no bolso. As autoridades tinham imagens do autor do crime registadas nas câmaras corporais dos primeiros agentes a chegar ao local, que acabaram por ser divulgadas publicamente, enquanto decorria a caça ao homem. Sabe-se apenas que é um imigrante guatemalteco residente nos EUA desde 2018.
“Este tipo de comportamento depravado não tem lugar nos nossos metropolitanos e estamos empenhados em trabalhar arduamente para garantir que haja justiça rápida para todas as vítimas de crimes violentos”, escreveu na rede social X o presidente da câmara, Eric Adams. No domingo, uma outra pessoa morreu no metro da cidade norte-americana, esfaqueada num outro ataque, revela a CNN.

