
Ativistas sul-coreanos conseguiram lançar balões com milhares de panfletos na Coreia do Norte, iludindo a polícia, que já tinha impedido uma outra tentativa de lançamento perante ameaças do Norte face a tal iniciativa.
O exército da Coreia do Norte alertou na sexta-feira que iria atacar, caso ativistas sul-coreanos cumprissem o seu plano, levando Seul a prometer uma retaliação face um eventual ataque.
A polícia sul-coreana, evocando preocupações com a segurança pública, anunciou, na segunda-feira, ter destacado centenas de agentes para selar estradas, de modo a impedir os ativistas de se reunirem junto ao local de lançamento anunciado, perto da fronteira. No entanto, no final do dia, alguns ativistas - a maioria dos quais desertores do Norte - deslocaram-se para outro local sem vigilância e lançaram os balões.
O ministério da Defesa da Coreia do Sul afirmou não haver, até ao momento, atividades suspeitas por parte do exército norte-coreano.
Os ativistas afirmaram ter lançado balões que carregavam 120 mil panfletos com mensagens críticas do regime do líder norte-coreano Kim Jong-un.
"Não podíamos adiar os nossos planos de enviar os panfletos para a Coreia do Norte, trata-se do nosso amor para com os nossos irmãos do Norte", indicaram os ativistas num comunicado publicado no portal eletrónico da Free North Korea Radio, uma organização envolvida no processo, com sede em Seul.
As Coreias encontram-se tecnicamente em guerra, dado que o conflito (1950-53) terminou com um armistício, o qual nunca foi substituído por um tratado de paz.
