Aumenta tensão com o Irão: EUA autorizam saída de pessoal não essencial da Embaixada em Israel

Trump admite um ataque limitado ao Irão para conter programa nuclear
Foto: Kenny Holston/AFP
Os Estados Unidos autorizaram esta sexta-feira a saída de funcionários não essenciais do Governo americano de Israel por "riscos de segurança" e aconselharam as pessoas a deixar o país enquanto ainda houver voos disponíveis. O alerta surge numa altura em que Donald Trump tem intensificado as ameaças de ataque ao Irão para conter o programa nuclear.
"O Departamento de Estado autorizou a saída de funcionários não essenciais do governo americano e familiares de funcionários do governo americano (...) devido a riscos de segurança", afirmou a embaixada no seu site.
"As pessoas devem considerar deixar Israel enquanto ainda houver voos comerciais disponíveis", acrescentou.
Segundo avança o "New York Times", o embaixador norte-americano em Israel, Mike Huckabee, aconselhou os funcionários ou familiares que quiserem deixar o país a "fazê-lo hoje".
O anúncio coincide com a chegada à costa israelita do navio "USS Gerald R. Ford", o maior porta-aviões do Mundo como parte do destacamento militar dos EUA no Médio Oriente, tendo em vista uma eventual nova ofensiva contra o Irão, já sugerida, várias vezes, pelo presidente norte-americano, Donald Trump.
A República Islâmica do Irão e os EUA concluíram quinta-feira a terceira ronda de negociações sobre o programa nuclear iraniano, sob ameaça de ação militar de Washington face ao regime conservador dos ayatollah e que mobilizou a sua maior força no local desde a invasão do Iraque.
Estas conversações têm ocorrido sob ameaça de uma invasão militar de Washington, que realizou a maior deslocação de tropas e meios militares desde a invasão do Iraque, com dois porta-aviões, vários contratorpedeiros e dezenas de caças próximo do território iraniano.
A reunião em Genebra terminou com declarações positivas dos mediadores e novo encontro já agendado para a próxima semana.

