
EPA/JASON O’BRIEN AUSTRALIA AND NEW ZEALAND OUT
Um homem residente no estado australiano de New South Wales, que simulou o próprio rapto para poder passar a véspera de Ano Novo com outra mulher, foi condenado a pagar à polícia uma indemnização de 16.218 dólares australianos (equivalente a cerca de 9816 euros).
No passado dia 31 de dezembro, Paul Iera, de 35 anos, enviou uma mensagem à companheira, fazendo-se passar por um dos seus sequestradores, a dizer que o matariam “até de manhã”. A mulher entrou em contacto com as autoridades de Lake Illawarra e, na manhã seguinte, encontraram-no, dentro da sua carrinha, em Dapto, a sua cidade natal.
Inicialmente, Iera alegou ter sido raptado por um grupo de homens do Médio Oriente que, mais tarde, o teriam libertado.
No total, a polícia despendeu de mais de 200 horas de trabalho no falso caso de rapto e gastou cerca de 16 mil dólares australianos em salários e na obtenção de registos telefónicos.
O homem acabou por ser detido em janeiro e acusado de prestar um falso testemunho com a intenção de incriminar outra pessoa, um crime punível com até sete anos de prisão. Iera acabou por ser condenado a uma pena comunitária de três anos, a cumprir 350 horas de trabalho comunitário e a pagar à polícia uma indemnização de 16.218 dólares australianos (9816 euros).

