
Foto: Boston Ballet / Instagram
Natural de Serra Leoa, Michaela DePrince "fez história" ao ser a bailarina mais nova do Dance Theatre of Harlem, em Nova Iorque. Morreu agora, aos 29 anos, de acordo com um comunicado partilhado pela equipa da artista nas redes sociais.
"Com dor no coração, partilhamos a perda da bailarina Michaela Mabinty DePrince, cuja arte tocou inúmeros corações e cujo espírito inspirou muitos, deixando uma marca indelével no mundo do ballet e não só", lê-se na publicação feita no próprio perfil da bailarina, no Instagram. "Embora o seu tempo connosco tenha sido demasiado breve, o seu brilho e legado continuarão a marcar os corações de todos os que foram tocados pela sua história, durante as gerações vindouras", acrescenta a nota.
"Michaela Mabinty DePrince fez história ao ser a mais jovem bailarina principal do Dance Theatre of Harlem, antes de se mudar para os Países Baixos para dançar com o Ballet Nacional Holandês", recorda o comunicado. A carreira da jovem artista continuou depois no Boston Ballet, uma companhia de renome nos Estado Unidos.
Para além de ser reconhecida pelo seu apoio humanitário em defesa das crianças afetadas por conflitos e violência, a vida da bailarina serve de inspiração para muitos. Nasceu no seio de uma família muçulmana, mas cresceu órfã na Serra Leoa depois de o seu pai ter sido morto quando tinha três anos, e a mãe morrer pouco depois à fome.
Subnutrida e com uma doença de pele que provoca despigmentação, viu-se obrigada a fugir para um campo de refugiados depois de o orfanato onde morava ter sido bombardeado. Já com quarto anos, foi adotada por Elaine e Charles DePrince, um casal de Nova Jersey, e levada para os Estados Unidos. E aí começou a sua carreira como bailarina, que será recordada pelas gerações futuras.

