
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, condenou "veementemente" o exército e os rebeldes do Sudão do Sul pela alegada "requisição de veículos humanitários e roubo de 'stocks' de alimentos e outros materiais de ajuda humanitária".
De acordo com Martin Nesirky, porta-voz de Ban Ki-moon, as forças do Governo e as forças antigovernamentais que têm protagonizado "ataques contra civis, trabalhadores humanitários e funcionários da ONU serão perseguidos e as Nações Unidas continuarão a proteger ativamente os civis".
O Sudão do Sul, independente desde julho de 2011 do Sudão, é palco desde 15 de dezembro de combates entre as forças governamentais e rebeldes.
A reação de Ban Ki-moon foi feita, na terça-feira, poucas horas depois de dezenas de civis que se refugiaram num acampamento da ONU ficarem feridos em combates entre as forças do presidente Salva Kiir e os rebeldes liderados por Riek Machar.
O porta-voz de Ban Ki-moon disse que o secretário-geral da ONU também "está preocupado" com o número de mortes nos combates, que aumentou depois do naufrágio de um "ferry" que causou pelo menos 200 mortos, incluindo crianças e mulheres que fugiam a combates retomados na cidade de Malakal, capital do estado do Alto Nilo, no Sudão do Sul.
O secretário-geral da ONU lançou um novo apelo para um cessar-fogo, cuja mediação está a ser levada a cabo pelos EUA e pela União Europeia, que enviaram representantes especiais para a região.
