
Iliana Iotova, presidente da Bulgária
Foto: AFP
A Bulgária vai voltar às urnas para as oitavas eleições legislativas em cinco anos em 19 de abril, anunciou esta quarta-feira a presidente do país, Iliana Iotova, após a demissão do governo de coligação liderado pelos conservadores, em dezembro.
A instabilidade política tem sido uma constante, ultimamente, neste país da região balcânica da Europa, exacerbada por manifestações e protestos contra o fenómeno da corrupção.
"Assinarei (...) o decreto que fixa a realização das eleições legislativas para 19 de abril de 2026", declarou Iotova, que recebeu o ex-vice-governador do Banco Nacional da Bulgária, Andrey Gyurov, entretanto nomeado pela chefe de estado primeiro-ministro interino.
O anterior governo búlgaro, dirigido por Rossen Jeliazkov, tinha sido formado em janeiro de 2025, reunindo uma coligação circunstancial entre os conservadores do GERB, do antigo primeiro-ministro Boïko Borissov, e três outras formações políticas, mas durou menos de um ano em funções.
O orçamento do estado para 2026, primeiro tendo como referência a moeda única europeia e muito contestado, sobretudo entre a franja mais jovem da população local, levou à onda de revolta, no final de novembro do ano passado.
O governo de então previa o aumento dos impostos e das contribuições sociais, alegadamente destinados a ocultar desvios de fundos, segundo a oposição e os movimentos contestatários.
Na sequência da demissão do governo, o então presidente, Roumen Radev, demitiu-se, em meados de janeiro, com o objetivo declarado de concorrer às eleições legislativas com um novo partido político e assumir a liderança do futuro executivo.
