
Darek Delmanowicz/EPA
Foi o inverno mais quente na região do Ártico desde que há registos. O degelo foi tão acentuado que permitiu, pela primeira vez, que um cargueiro fizesse a rota pelo norte.
"Isto é simplesmente de loucos", comentou o diretor do Centro Nacional de Dados de Neve e Gelo dos EUA, Mark Serreze. "Nunca vi nada assim", disse ao jornal "The Guardian", referindo-se às ondas de calor que marcaram este inverno no Ártico.
Nunca a região havia vivido um inverno tão quente, desde que há registos, e tudo se deve ao agravamento das alterações climáticas, garante Serreze. As mesmas que têm vindo a causar violentas tempestades na Europa e nos Estados Unidos da América.
Em fevereiro na Gronelândia, por exemplo, a estação meteorológica de Cape Morris Jesup registou mais de 60 horas consecutivas de temperaturas acima dos zero graus Celsius. Já no Ártico, 15 estações meteorológicas com localizações distintas registaram 5,6º Celsius.
"As alterações climáticas estão a superar tudo", afirmou o cientista Walter Meier ao mesmo jornal.
