
Donald Trump
Mandel Ngan / AFP
A campanha de Donald Trump deixou cair uma parte central da sua contestação legal aos resultados eleitorais na Pensilvânia, estado onde o democrata Joe Biden derrotou o atual presidente, e que foi fundamental para conquistar a Casa Branca.
Antes da audiência desta terça-feira, os republicanos descartaram a alegação de que 682479 mil boletins de voto enviados por correio e em falta foram processados ilegalmente, sem os seus representantes a observar.
A ação interposta no tribunal federal, no domingo, mantém, contudo, o objetivo de impedir a certificação da vitória de Biden no estado da Pensilvânia e mantém a versão de que os eleitores democratas foram tratados mais favoravelmente do que os republicanos.
Joe Biden foi declarado o vencedor das eleições presidenciais nos EUA a 7 de novembro, quando se verificou que os votos que faltavam contabilizar na Pensilvânia não iriam permitir a Trump ultrapassar Biden neste estado. Porém, Trump recusa-se a admitir a derrota.
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O processo gira agora em torno da reclamação pela desqualificação dos votos a quem foi dada a oportunidade de corrigir os boletins com falhas técnicas enviados por correio.
A ação acusa os "municípios com muitos democratas" de violarem a lei ao identificar, antes do dia das eleições, os boletins enviados pelo correio que apresentavam falhas - como a falta do envelope interno ou a falta da assinatura do eleitor no envelope externo - para garantir que o voto pudesse contar.
O advogado que representa os democratas, Cliff Levine, já veio dizer que não se sabe a quantos eleitores foi dada a oportunidade de corrigir a carta, mas garante que foi a um número mínimo e abaixo da margem dos quase 70 mil votos que separam Biden de Trump naquele estado. "Os números nem se quer se aproximam da margem entre os dois candidatos", diz.
Em qualquer caso, não existe nenhuma disposição na lei estadual que impeça os municípios de ajudar os eleitores a corrigir um boletim com uma falha técnica. Segundo, Cliff Levine o processo também não contém nenhuma imputação de que alguém tenha votado ilegalmente.
