
O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau
EPA
O Canadá impôs, esta segunda-feira, mais sanções contra a Rússia, desta vez a 23 altos responsáveis pelo alegado envolvimento em violações dos direitos humanos, e anunciou, por outro lado, a duplicação do valor da sua ajuda à Ucrânia.
O anúncio foi feito pelo primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, à chegada à ilha indonésia de Bali, onde arranca oficialmente na terça-feira a cimeira do G20.
As sanções anunciadas por Trudeau afetam 23 funcionários do sistema judicial e o aparelho das forças de segurança russas, desde polícias a juízes, procuradores e funcionários prisionais, alegadamente envolvidos na "violação flagrante e sistemática dos direitos humanos contra os líderes da oposição na Rússia".
A ministra canadiana dos Negócios Estrangeiros, Mélanie Joly, disse que os funcionários sancionados estavam envolvidos na perseguição ao dissidente russo Vladimir Kara-Murza.
Desde que a Rússia invadiu a Ucrânia, em fevereiro de 2022, o Canadá impôs sanções a mais de 1.400 indivíduos e entidades russas.
Trudeau anunciou também a concessão de mais 500 milhões de dólares canadianos em ajuda militar à Ucrânia, para a aquisição de equipamentos militares de vigilância e comunicações, bem como para a compra de combustível e material médico.
Este valor duplica a ajuda à Ucrânia concedida pelo Canadá desde o inicio da invasão russa, a 24 de fevereiro, que totaliza assim quase mil milhões de dólares canadianos (cerca de 729 milhões de euros).
O primeiro-ministro canadiano afirmou que "esta ajuda militar adicional apoiará os ucranianos, que continuam a combater corajosamente a invasão ilegal, e as novas sanções colocarão mais pressão sobre aqueles que apoiam estes atos de guerra".
Pouco tempo depois do anuncio feito por Trudeau, Moscovo anunciou que adicionou 100 canadianos à lista de pessoas proibidas de entrar no país, em resposta às sanções contra a Rússia por parte do Canadá.
Um comunicado Ministério dos Negócios Estrangeiros russo refere que a autora Margaret Atwood, o ator Jim Carrey e também Amy Knight, uma historiadora do KGB, estão na lista proibida.
O ministério indicou que estes cidadãos canadianos foram banidos devido ao envolvimento na "agressiva formação anti-Rússia (no Canadá)".
