
José Mota/Global Imagens
O chá, uma das bebidas mais consumidas no mundo, já era utilizado na China há mais de dois mil anos, segundo um estudo publicado esta quinta-feira na revista "Scientific Reports".
A publicação do grupo Nature referiu que foram encontrados resíduos de chá com 2.100 anos junto do mausoléu Yangling, túmulo do quarto imperador da dinastia imperial Han, dinastia que governou a China entre 206 a.C. (antes de Cristo) e 220 d.C. (depois de Cristo).
De 1998 a 2005, investigadores do Instituto de Arqueologia da província chinesa de Shaanxi descobriram 86 fossas comuns em redor do mausoléu e recolheram vestígios de plantas.
Os autores do estudo hoje divulgado, liderados pelo investigador da Academia de Ciência de Pequim Houyuan Lu, indicaram que os vestígios foram recentemente identificados como "restos de chá e de alimentos em decomposição".
Atualmente, o chá é uma bebida consumida por mais de dois terços da população mundial.
A referência mais antiga relativa a esta bebida foi descoberta num texto do ano 59 a.C. Até a esta descoberta, não existia qualquer prova física do consumo de chá antes da dinastia Song do Norte, que governou a China entre 960 e 1279.
"O nosso estudo revela que os imperadores da dinastia Han já bebiam chá há 2.100 anos", destacou a equipa de investigação, num comunicado.
"E que a bebida foi introduzida no planalto tibetano há 1.800 anos", referiu a mesma nota informativa, precisando que, naquela época, um dos caminhos da Rota da Seda atravessava a zona oeste do território tibetano.
A partir do século VII, os chineses utilizaram esta via, também mencionada pelos historiadores como "a rota do chá e dos cavalos", para efetuar trocas comerciais entre os chás chineses e os cavalos tibetanos, necessários para a cavalaria imperial.
