
ORLANDO PARADA/AFP
Uma mulher de origem chilena foi morta a tiro, esta terça-feira, em Mérida, na Venezuela quando limpava uma barricada dos protestos contra o presidente Nicolás Maduro. Junto à fronteira, em San Cristobal, foi assassinado um estudante que também estaria envolvido nos protestos. O número de vítimas mortais relacionadas com a contestação no país sobre para 22.
Gisela Rubilar, de 47 anos, tinha quatro filhos e estava a estudar na Venezuela. "Ela foi vítima de uma emboscada de grupos da extrema direita. Foi vilmente assassinada com um tiro no olho", afirmou Alexis Ramirez, Governador do Estado de Mérida. Segundo a agência Reuters, Rubilar era membro do Partido Socialista.
O presidente Nicolás Maduro já reagiu: "Tenham a certeza, Chile e América Latina, iremos capturar os assassinos desta compatriota e pagarão por este crime horrendo".
Em San Cristobal, no Estado de Tachira, uma das cidades mais fustigadas pela violência dos protestos antigovernamentais, Daniel Tinoco, estudante de 24 anos, foi assassinado com um tiro no peito na noite de segunda-feira.
Segundo Ángel Perdomo, diretor da Polícia Municipal de San Cristobal, Tinoco encontrava-se na interseção da avenida Carabobo com a avenida Ferrero Tamayo, local de concentração de estudantes desde o início dos protestos.
Testemunhas citadas pelo jornal "El Universal", afirmam que o estudante foi baleado por um grupo de homens não identificados que passou de mota.
Estudantes e militantes da Oposição têm mantido barricadas nas ruas de várias cidades da Venezuela, exigindo a renúncia de Nicolás Maduro e soluções para as dificuldades económicas e a criminalidade no país.
Desde o início dos protestos, há cerca de 5 semanas, 22 pessoas morreram, centenas ficaram feridos e mais de mil foram detidas.
