
Xi Jinping, presidente da China
Foto: Sarah Meyssonnier / AFP
Pequim defendeu, esta quarta-feira, que as relações entre países devem respeitar os princípios da Carta das Nações Unidas, após declarações dos Estados Unidos sobre uma possível ação militar para assumir o controlo da Gronelândia.
A porta‑voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning disse em conferência de imprensa que a posição de Pequim tem sido consistente ao defender que as relações entre Estados devem ser geridas de acordo com os objetivos e princípios da Carta da ONU, sem fazer mais comentários sobre o caso.
O tema surgiu após Washington ter sugerido novamente a possibilidade de utilizar meios militares na sua estratégia para adquirir ou influenciar o controlo da Groenlândia, uma questão que tem gerado oposição de países europeus e do próprio governo dinamarquês, que afirmam que o território só pode decidir o seu futuro soberanamente.
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As declarações de Mao ocorrem num contexto de tensão internacional ampliado pela recente operação militar dos EUA na Venezuela, na qual as forças norte‑americanas capturaram o líder venezuelano, Nicolás Maduro, e que suscitou debate sobre a legalidade do uso da força e o respeito pela soberania de Estados.
A China tem intensificado apelos ao respeito pelo direito internacional e à soberania dos Estados na sequência das ações externas dos EUA, sublinhando que qualquer controlo de território soberano por outro país deve respeitar as normas e princípios consagrados na Carta das Nações Unidas.
