
O ex-presidente francês Jacques Chirac, condenado esta quinta-feira a dois anos de prisão, com pena suspensa, pela criação de empregos fictícios na cidade de Paris, anunciou que não irá recorrer da condenação, afirmando no entanto que contesta "categoricamente" a decisão judicial.
Num comunicado, Chirac justificou a decisão de não recorrer com o facto de já não ter "as forças necessárias" para enfrentar novamente os juízes na "luta pela verdade".
Chirac, de 79 anos, foi condenado por "desvio de fundos públicos" e "abuso de confiança" no âmbito do processo instruído em Paris, relativo a 21 empregos fictícios remunerados pelo município parisiense no início da década de 1990, quando era presidente da Câmara da capital francesa.
