
O austríaco Josef Fritzl, de 73 anos, que sequestrou, violou sistematicamente e manteve refém, durante 24 anos, a própria filha Elisabeth que deu à luz sete crianças, frutos do incesto, começa este domingo a ser julgado por um júri dos seus pares, em Sankt-Pölten, 60 quilómetros a oeste de Viena. De acordo com o advogado do réu, este deverá declarar-se culpado da generalidade dos crimes de que é acusado.
O drama familiar, que ocorreu no município de Amstetten, chocou o Mundo em Abril do ano passado, quando a filha mais velha de Elisabeth - que, aos 19 anos, nunca tinha visto a luz do dia - teve de ser hospitalizada.
Apenas o acusado comparecerá no tribunal durante os cinco dias previstos de audiências, que acontecerão à porta fechada. A declaração de Elisabeth, hoje com 42 anos, foi filmada e será apresentada apenas aos três magistrados e aos oito jurados. A Imprensa, que invadiu Sankt-Pölten, não terá acesso ao documento.
O veredicto deve ser divulgado a 20 do corrente. Fritzl responderá por homicídio, por se ter negado a dar assistência médica a um dos bebés de Elisabeth, nascido em 1996 e posteriormente incinerado pelo pai/avô numa caldeira, e também por promover a escravidão, por estupro, sequestro, ameaça com agravantes e incesto.
