A ofensiva israelita em Gaza, que já causou mais de 800 mortos, entrou este sábado na terceira semana numa altura em que estão a ser intensificadas no Cairo diligências diplomáticas com vista a um cessar-fogo, preconizado pela ONU.
Israel, que decidiu não considerar uma resolução do Conselho de Segurança de apelo a um cessar-fogo imediato, continuou a efectuar novos ataques terrestres contra o território controlado pelo movimento islamista Hamas, após ataques aéreos nocturnos.
A aviação israelita lançou esta tarde milhares de panfletos sobre a cidade de Gaza alertando a população para uma um próxima "intensificação das operações" no território palestiniano e pedindo-lhe para se afastar dos túneis de contrabando de material bélico, depósitos de armas e locais onde houver "terroristas".
O exército" vai intensificar em breve as suas operações contra os túneis, os depósitos de armas e os terroristas em toda a Faixa de Gaza", avisaram as Forças Armadas israelitas nesses folhetos escritos em árabe.
Também o Hamas fez saber que não tenciona cumprir o apelo da ONU para uma paragem das hostilidades, tendo disparado,este sábado, pelo menos oito mísseis artesanais contra o sul de Israel, causando dois feridos civis.
A ofensiva israelita já custou a vida a 821 palestinianos, entre os quais 235 crianças e 93 mulheres, para além 3.350 feridos, segundo um balanço apresentado pelo chefe dos serviços de urgências hospitalares palestinianas, Muawiya Hassanein.
Três civis e dez soldados israelitas foram mortos desde o início da operação ofensiva contra a Faixa de Gaza, segundo o exército.
A ONU e o Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) anunciaram o reinício logo que possível das ajudas à região, após "garantias de segurança" das autoridades israelitas relativamente ao seu pessoal.
O presidente da Autoridade Nacional Palestiniana (ANP), Mahmud Abbas, instou, no Cairo, o movimento islamista Hamas a aceitar "sem hesitação" o plano egípcio para um cessar-fogo com Israel.
