
Ativistas pretendiam pintar o avião particular do chanceler alemão
Foto: Clemens Bilan/EPA
A polícia alemã deteve três pessoas, na noite de quarta-feira, no aeródromo Arnsberg-Menden, no oeste do país, sob suspeita de pretenderem danificar o avião privado do chanceler alemão, Friedrich Merz.
Duas mulheres e um homem, com idades de 23, 56 e 28 anos, respetivamente, entraram ilegalmente no aeródromo onde o avião privado do chefe do Governo alemão está estacionado, de acordo com uma declaração conjunta do Ministério Público de Arnsberg e da polícia da cidade.
Os detidos são todos cidadãos alemães e identificaram-se como ativistas climáticos, indicou o comunicado.
A mesma nota referiu que "pode assumir-se que pretendiam danificar um avião atualmente estacionado, propriedade do chanceler federal".
A detenção ocorreu numa inspeção policial ao aeródromo, decidida depois de uma pessoa, já conhecida pelas autoridades por crimes com motivações políticas, ter sido parada pela polícia durante uma verificação de trânsito e ter perguntado onde se localizava a infraestrutura.
Friedrich Merz é um piloto amador e possui um avião modelo Diamond DA62, um bimotor ligeiro da empresa austríaca Diamond Aircraft.
O jornal alemão "Bild" noticiou que um grupo denominado "Coletivo de Resistência" afirmou ter tentado atingir o voo de Merz "como parte de um protesto", e que o plano era "tirar o avião de serviço permanentemente, pintando-o de cor de rosa". Os ativistas carregavam uma faixa que dizia: "Mobilidade para todos, não apenas para os super-ricos!", de acordo com aquele jornal alemão.
