Os procuradores de Milão querem que primeiro-ministro italiano vá a julgamento por fraude fiscal e desfalque num negócio de direitos televisivos. O advogado de Berlusconi diz que a condenação é impossível.
O primeiro-ministro italiano foi intimado pelos procuradores milaneses a comparecer em tribunal por desfalque e fraude, âmbito do negócio da MediaSet.
No entanto, o caso vai ser provavelmente suspenso devido a uma nova lei, assinado pelo Presidente da República italiano, Giorgio Napolitano, que confere ao primeiro-ministro imunidade por tempo limitado.
Segundo a lei, tanto Berlusconi como o Governo gozam de 18 meses de imunidade judicial, dado que as funçõe que desempenham constituem "impedimento legítimo" para comparecer nas audiências em tribunal.
De acordo com fontes do Tribunal de Milão, no caso estão ainda envolvidos o filho de Berlusconi, Pier Silvio, o director da empresa de televisão Mediaset, Fedele Confalonieri, e outros nove indivíduos.
As acusações contra a Mediaset recaem no facto desta ter comprado direitos televisivos inflaccionados a duas empresas "offshore" controladas por Silvio Berlusconi. O negócio resultou num desfalque de 35 milhões de euros e fraude fiscal de 8 milhões de euros.
Em declarações à agência Reuters, o advogado de Berlusconi relativizou as exigências dos procuradores, alegando que os tribunais estão apostados em perseguir os Conservadores, e que não há maneira do primeiro-ministro ter cometido quaisquer crimes dado não ter nenhuma relação com a empresa naquela altura.
No entanto, conforme as informações da Reuters, os documentos dos procuradores alegam que Berlusconi estava "definitivamente à frente" da Mediaset.
Um outro caso que involve o primeiro-ministro italiano, por ter subornado o advogado britânico David Mills para prestar falso testemunho, expirou devido ao estatuto de limitações.
