
Foram assistidos 12 militares portugueses e dois permanecem hospitalizados na sequência de confrontos com a população que causaram ferimentos em 22 soldados no Kosovo.
O incidente começou de madrugada pouco depois da meia-noite, quando se iniciaram confrontos com a população, tendo sido arremessados aos militares paus e pedras, disse à Lusa fonte do comando da NATO no Kosovo.
O incidente obrigou a tratamento hospitalar de 22 militares, 12 portugueses e dez húngaros, mas só dois militares portugueses permanecem hospitalizados para observação, acrescentou a mesma fonte.
O porta-voz do Estado-maior General das Forças Armadas (EMGFA), comandante Ramos de Oliveira já tinha confirmado à Lusa que "militares portugueses ficaram feridos nos confrontos com a população", mas que "não apresentam cuidados e ficam sob observação médica".
O EMGFA esclarece que "dois soldados portugueses ficaram internados para observação médica, de um grupo de duas dezenas, entre portugueses e húngaros".
A missão da NATO no Kosovo informou que 22 militares foram feridos na madrugada desta quinta-feira em confrontos com manifestantes sérvios que tentaram impedir o desmantelamento de um bloqueio numa estrada no norte do Kosovo.
Segundo um comunicado da NATO, os manifestantes lançaram pedras contra os militares, que tentavam desmantelar blocos de cimento colocados na estrada que conduz ao posto fronteiriço de Jarinje, a norte de Pristina, e tentaram atropelar vários deles com um camião carregado de areia.
Os confrontos só terminaram depois de os militares da NATO terem lançado gás lacrimogéneo e retirarem, para "evitar vítimas graves em ambos os lados", segundo o comunicado.
O EMGFA confirmou que foram disparados tiros de aviso para o ar, de forma a "dispersar o ajuntamento de populares que se opuseram à operação militar".
Cerca de meia hora depois, uma explosão foi sentida num bairro de maioria albanesa da cidade de Kosovska Mitrovca (norte). Segundo a polícia, três veículos ficaram danificados, mas não se registaram vítimas.
Os sérvios do norte do Kosovo, maioritários na região, não reconhecem as autoridades de Pristina e recusam aceitar que elas controlem os pontos de Jarinje e Brnjak. O diferendo provocou vários confrontos desde Julho.
