
Detidos são suspeitos de assassinar e desmembrar duas mulheres
Foto: Leonel de Castro / Arquivo
Dois suspeitos detidos por assassinarem uma mulher uzbeque e abandonarem o seu corpo decapitado numa lixeira em Istambul terão matado uma segunda mulher da mesma forma, informou a imprensa turca esta quinta-feira. Acredita-se que as duas mulheres, ambas cidadãs uzbeques, tenham sido mortas no mesmo local por volta do dia 23 de janeiro, no distrito de Sisli, em Istambul.
No final do dia 24 de janeiro, a polícia encontrou o corpo decapitado de Durdona Khakimova, de 37 anos, envolto num lençol e abandonado numa lixeira em Sisli. As suas pernas também tinham sido cortadas.
Após analisar as imagens das câmaras de vigilância, a polícia prendeu dois homens, também cidadãos uzbeques, no aeroporto de Istambul, quando tentavam deixar o país.
Os investigadores acreditam agora que eles mataram uma segunda mulher, Ergashalieva Sayyora, de 32 anos, após encontrarem partes de corpos em várias lixeiras pela cidade, informaram hoje a agência de notícias DHA e a Halk TV.
Sayyora chegou à Turquia a 28 de dezembro e manteve contacto com a família até 23 de janeiro. Após uma denúncia, as autoridades que investigavam o seu desaparecimento determinaram que estava hospedada na casa onde Khakimova foi morta.
Descobriram que as duas mulheres tinham vivido lá juntas durante cerca de um mês com os suspeitos do homicídio e que Sayyora tinha tido uma relação com um deles.
A 23 de janeiro, as imagens das câmaras de vigilância mostraram-na a entrar na casa, seguida pelos dois suspeitos, que foram vistos a sair da casa no dia seguinte com vários sacos de lixo pretos.
De seguida, trouxeram uma mala branca para fora de casa e apanharam um táxi para o bairro de Fatih. Esvaziaram o conteúdo numa lixeira e caminharam até a estação de metro Yenikapi.
Durante o interrogatório sobre o segundo assassinato, os investigadores descobriram que Sayyora foi morta com um instrumento afiado a 23 de janeiro e que o seu corpo também foi desmembrado.
Os dois suspeitos, que foram acusados de assassinato, comparecerão ao tribunal na sexta-feira.
O assassinato inicial provocou indignação entre grupos feministas, que organizaram grandes marchas em Istambul e Ancara, exigindo justiça para as vítimas de violência de género.
Dados compilados pela ONG Stop Femicides mostram que, em 2025, na Turquia, 294 mulheres foram mortas por homens e 297 mulheres foram encontradas mortas em circunstâncias suspeitas.
