Empregado de limpeza desligou frigorífico e destruiu mais de 20 anos de trabalho científico

Equipamento armezenava amostras e células a 80 graus negativos
Paulo Spranger / Global Imagens
Um empregado de limpeza de um laboratório do Instituto Politécnico de Rensselaer, nos Estados Unidos da América, desligou sem querer um frigorífico onde estavam armazenadas amostras científicas. O homem estava a tentar desligar um alarme, mas acabou por destruir décadas de pesquisa no valor de quase um milhão de euros.
O empregado da Daigle Cleaning Services estava a limpar o laboratório do Instituto Politécnico Rensselaer, em Troy, Nova Iorque, quando começou a ouvir um alarme de forma incessante. Na tentativa de o silenciar acabou por desligar o frigorífico que continha diversas amostras científicas.
O alegado descuido do empregado custou ao laboratório, pelo menos, um milhão de dólares em indemnizações, qualquer coisa como 912 mil euros, segundo uma ação judicial que o Instituto moveu contra o serviço de limpeza e a que o "New York Post" teve acesso.
O caso aconteceu a 17 de setembro de 2020 e o frigorífico em causa armazenava células, amostras e outros elementos da pesquisa a 80 graus negativos. Depois de ser desligado, a temperatura passou para os 32 graus negativos, o que terá danificado ou destruído o trabalho de 25 anos de investigação. "O comportamento e a negligência das pessoas causaram isto", disse Michael Ginsberg, o advogado do politécnico citado pela "Fox News".
No entanto, o descuido em causa poderia ter sido evitado se o homem tivesse lido o aviso que estava afixado na porta do frigorífico. "Este frigorífico está a apitar porque está sob reparações. Por favor, não o mova ou desligue. Não é necessária limpeza nesta área. Se quiser silenciar o barulho, pressione o botão de alarme/silenciar entre cinco a dez segundos."
A investigação concluiu que o empregado cometeu um erro na leitura da caixa elétrica.

