
Avião militar incendiou-se depois de cair num campus estudantil
Foto: Abdul Goni/AFP
Um erro de pilotagem esteve na origem do pior desastre aéreo registado no Bangladesh em várias décadas, tendo provocado 36 mortes, anunciou o Governo de Daca.
O acidente aconteceu em julho quando um avião da Força Aérea bangladechiana se despenhou sobre uma escola pouco depois de levantar voo.
"Houve um erro na descolagem", declarou aos jornalistas Shafiqul Alam, porta-voz de Muhammad Yunus, chefe do Governo provisório do Bangladesh, a quem foram entregues as conclusões do relatório da investigação do acidente.
No dia do acidente, o exército tinha apontado para um "problema mecânico" ocorrido no momento da descolagem.
O piloto do F-7, o tenente Towkir Islam, de 27 anos, que viria a morrer devido aos ferimentos sofridos, realizava, segundo o tio, o primeiro voo sem instrutor neste tipo de aeronave.
O relatório recomenda que a Força Aérea "realize os seus treinos fora da capital", uma zona densamente povoada.
Na sequência do acidente, que gerou forte indignação, várias vozes se levantaram nesse sentido, mas a Força Aérea rejeitou então essas exigências, argumentando que a existência de uma base na capital era essencial por motivos estratégicos.
O jato monomotor F-7 BGI, de fabrico chinês, descolou no dia 21 de julho, às 13.06 horas locais (7.06 horas em Portugal continental), da base aérea de Khandakar, nos arredores da capital.
O relatório recomenda ainda que "infraestruturas como hospitais, escolas e armazéns [...] não sejam construídos nas proximidades dos aeroportos".
A queda do avião transformou num braseiro um edifício de dois andares que os alunos do ensino primário tinham acabado de deixar no final das aulas.
A catástrofe causou 36 mortos, entre eles várias crianças da escola Milestone, situada no noroeste da capital.
Mais de 170 pessoas ficaram feridas, várias das quais acabaram por morrer devido à gravidade dos ferimentos.
Segundo o exército, o jovem piloto tentou afastar o aparelho das zonas habitadas antes da queda.
