
O Governo espanhol aprovou hoje, terça-feira, em Conselho de Ministros extraordinário o prolongamento do estado de alerta no sector da aviação até 15 de Janeiro para evitar eventuais problemas durante o período natalício.
Fontes do Governo confirmaram que a decisão foi tomada numa reunião extraordinária que decorreu hoje em Madrid e será agora levada, formalmente, ao Congresso de Deputados que a deverá debater e, previsivelmente, aprovar, na quinta-feira.
"Acordámos solicitar ao Congresso o prolongamento do estado de alerta que o Governo estabeleceu por real decreto há duas semanas. Solicitamos esse prolongamento nas mesmas condições estabelecidas no decreto, até 15 de Janeiro", afirmou Alfredo Pérez Rubalcaba, vice-presidente do Governo.
"Meditámos sobre o assunto e entendemos que o prolongamento é necessário porque os acontecimentos de 3 de Dezembro foram gravíssimos e as suas consequências também", disse o ministro.
Rubalcaba considerou que o Governo tem a responsabilidade de "garantir que o sistema de aviação regressa à total normalidade" especialmente num período de maiores viagens, devido à quadra do Natal.
Questionado pelos jornalistas, Rubalcaba garantiu não ter havido "discrepâncias" entre os membros do Governo sobre o prolongamento, rejeitando o argumento do Partido Popular (PP) de que teria sido preciso consultar o Conselho de Estado.
A reunião do Governo decorreu no próprio Congresso de Deputados já que os membros do Governo tiveram que participar, no plenário, na votação de várias outras propostas, sobre outros temas, que estavam na agenda do dia.
Fontes socialistas admitem que o PSOE tem já suficiente apoio parlamentar para que o prolongamento hoje aprovado seja votado favoravelmente no Congresso de Deputados.
O Governo espanhol tomou a medida sem precedentes de declarar o estado de alarme, primeiro dos três níveis do estado de emergência, depois de os controladores aéreos terem abandonado os seus locais de trabalho.
Essa situação levou ao fecho do espaço aéreo espanhol durante quase um dia, afectando as viagens de centenas de milhares de passageiros e provocando prejuízos estimados em mais de 330 milhões de euros.
Depois de repetidos apelos aos controladores para regressarem ao trabalho, o Governo entregou o controlo do espaço aéreo aos militares decretando o estado de alarme.
O PP critica o facto do PSOE não ter falado com o PP mas sim com outras forças políticas da oposição as quais já confirmaram publicamente que apoiam o prolongamento até dia 15.
