
Pelo menos 16 pessoas morreram e 20 ficaram feridas num ataque dos extremistas do Estado Islâmico a uma filial do Real Madrid no Iraque.
O ataque visou um café que é sede do grupo de adeptos do clube de futebol espanhol em Balad, uma localidade de maioria xiita situada a norte de Bagdade, e foi perpetrado por "cinco ou seis" homens armados com metralhadoras, segundo fontes policiais e médicas iraquianas pela agência.
"Um grupo de terroristas do Estado Islâmico entrou no café, armado com AK-47, e disparou aleatoriamente", disse Ziad Subhan, presidente da filial do clube madrileno em Samarra, a cerca de 70 quilómetros da capital iraquiana, Bagdade.
"O Estado Islâmico não gosta de futebol, acreditam que é contra o Islão", acrescentou Ziad Subhan, em declarações reproduzidas na página da Internet do tabloide britânico "The Sun".
Os atacantes fugiram mas quatro deles foram encurralados pela polícia e por milicianos. Na troca de tiros que se seguiu, num edifício abandonado, quatro extremistas morreram e dois ficaram feridos, segundo fontes citadas pelo "The Sun".
Uma testemunha, citada pela Reuters, diz que um dos atacantes foi cercado numa casa nas imediações do café. Encurralado, o terrorista foi queimado vivo e pendurado num poste, em frente ao café, depois de ter confessado a participação no ataque.
"Consternado pelo ataque a uma associação do Real Madrid no Iraque. O terrorismo ataca o futebol. Estamos com as vítimas e as suas famílias", escreveu o presidente da liga espanhola, Javier Tebas, na sua conta oficial na rede social Twitter.
