
O anúncio tem lugar dois meses após a captura do ex-líder venezuelano, Nicolás Maduro
Fotos: Andrew Caballero-Reynolds e Federico Parra
Os Estados Unidos vão restabelecer as relações diplomáticas com a Venezuela, cortadas em 2019, anunciou o Departamento de Estado norte-americano.
"Os Estados Unidos e as autoridades interinas venezuelanas concordaram em restabelecer as relações diplomáticas e consulares" para facilitar os esforços conjuntos em prol da recuperação económica e da reconciliação, afirmou a diplomacia norte-americana em comunicado.
"A nossa colaboração centra-se em ajudar o povo venezuelano a avançar no rumo de um processo gradual que crie as condições para uma transição pacífica para um governo democraticamente eleito", adianta o Departamento de Estado, sem mais pormenores.
O anúncio tem lugar dois meses após a captura do ex-líder venezuelano, Nicolás Maduro, em Caracas por forças norte-americanas.
Após a operação para capturar Maduro, a administração Trump estabeleceu para o futuro da Venezuela um processo de três fases - estabilização, recuperação e transição democrática.
A ex-vice-presidente Delcy Rodríguez, sucessora de Maduro, lidera a primeira dessas fases, em vez da líder da oposição Corina Machado, e tem sido constantemente elogiada por Trump pela sua estreita cooperação com Washington.
Washington e Caracas discutiram a possibilidade de um retomar gradual das relações, incluindo a reabertura das respetivas embaixadas.
No final de janeiro, Laura Dogu, encarregada de negócios dos EUA, chegou a Caracas para reabrir a missão diplomática americana na Venezuela.
Poucos dias depois, o governo de Delcy Rodríguez nomeou Félix Plasencia como representante diplomático da Venezuela nos Estados Unidos.
