
Kim Jong Un
KCNA/via REUTERS
Os Estados Unidos querem proibir viagens de cidadãos norte-americanos à Coreia do Norte no seguimento da recente morte do estudante Otto Warmbier, que foi detido pelo regime de Pyongyang durante uma visita turística, divulgou esta sexta-feira a diplomacia americana.
"Devido às crescentes preocupações sobre o sério risco de prisão e de detenção prolongada (...) na Coreia do Norte, o secretário (de Estado) autorizou uma restrição de viagem aos titulares de um passaporte norte-americano para a Coreia Norte" disse a porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos, Heather Nauert.
Esta proibição deve entrar em vigor dentro de um mês e só os cidadãos americanos que tenham uma autorização especial poderão viajar para o território norte-coreano, precisou o Departamento de Estado.
Otto Warmbier, um estudante norte-americano de 22 anos que esteve detido quase um ano e meio na Coreia do Norte, morreu em meados de junho último, dias após ter sido libertado pelas autoridades norte-coreanas.
O estudante de Economia da Universidade da Virgínia admitiu ter roubado um cartaz de cariz político num hotel em Pyongyang, onde estava hospedado, e foi acusado de "atividades hostis" e conspiração contra a unidade da Coreia do Norte.
Em março do ano passado, as autoridades norte-coreanas condenaram o estudante a 15 anos de trabalhos forçados.
Otto Warmbier estava em coma há mais de um ano, depois de ter contraído botulismo.
A morte do estudante norte-americano acentuou as fortes tensões existentes entre Washington e Pyongyang, em grande parte relacionadas com o programa de armamento nuclear do regime liderado por Kim Jong-un.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, caracterizou Pyongyang como um "regime brutal", declarando estar determinado "em impedir que inocentes sofram tais tragédias" numa altura em que três americanos continuam detidos na Coreia do Norte.
