
Com este acréscimo, a ICE terá um total de 22 mil agentes de imigração
Foto: Charly Triballeau/AFP
O Departamento de Segurança Interna (DHS) norte-americano anunciou segunda-feira o recrutamento de 12 mil agentes para o serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla inglesa), visando aumentar "detenções, investigações e deportações" de imigrantes.
Com este acréscimo, a ICE terá um total de 22 mil agentes de imigração, mais do dobro dos 10 mil anteriores, após uma campanha de recrutamento maciça que atraiu 220 mil candidaturas, segundo o DHS.
As contratações surgem após um reforço de financiamento pedido pelo presidente Donald Trump e aprovado no Congresso no ano passado, e deverão fazer da ICE a maior agência de segurança do país, com um orçamento estimado em 75 mil milhões de dólares (64 mil milhões de euros) - superior ao de quase todos os exércitos do mundo.
Kristi Noem, chefe do DHS, afirmou que os novos agentes serão "enviados para comunidades de todo o país" para "apoiar operações, detenções, investigações e deportações".
Milhares destes agentes já estão "alocados em todo o país e a apoiar ativamente as operações", adiantou o DHS.
No ano passado, o DHS anunciou que o reforço financeiro permitiria a contratação de 10.000 agentes, possibilitando a deportação de 1 milhão de pessoas anualmente.
Para incentivar o recrutamento, além de bónus financeiros, o DHS eliminou em agosto os limites de idade para os agentes do ICE.
Em julho passado, o DHS lançou uma campanha nacional de recrutamento para o ICE, com o mote "Defenda a Pátria", através de anúncios veiculados em plataformas de "streaming" de música e televisão, como relata a revista Rolling Stone.
Organizações de direitos humanos e de defesa dos imigrantes têm criticado um aumento dos alegados abusos do ICE, incluindo detenções de cidadãos norte-americanos, bem como o uso excessivo da força durante as detenções de imigrantes.
