
A europa tem, este domingo, os olhos concentrados nos resultados da segunda volta das presidenciais francesas, que poderão implicar no futuro alguns ajustes na política europeia.
Na corrida ao Palácio do Eliseu estão o candidato socialista François Hollande, que quer renegociar o Pacto Orçamental Europeu, e o presidente Nicolas Sarkozy, que defende a revisão do tratado de Schengen.
Todas as sondagens dão a vitória a Hollande, que esta semana recebeu o apoio de François Bayrou. O candidato do Movimento Democrático obteve 9% dos votos na primeira volta, a 22 de abril. Os franceses que vivem nos territórios ultramarinos, nos Estados Unidos, Canadá e na América do Sul começaram a votar ontem.
Tendo em conta os estudos de opinião, o governo alemão revelou que vai permitir a François Hollande "salvar a face", mas espera que este honre os compromissos assumidos pela França, nomeadamente quanto ao Pacto Orçamental Europeu.
"Dissemos ao senhor Hollande que o pacto orçamental foi assinado e que a Europa funciona na base do pacta sunt servanda, ou seja, os compromissos são para serem cumpridos independentemente do governo que o assina", disse Wolfgang Schaeuble, ministro das Finanças da Alemanha.
O candidato socialista referiu ontem, durante uma visita ao mercado de Tulle, que vai trabalhar para "reorientar a política europeia" e que colaborará com "todos os governos, e também com os de centro-direita, como o de Espanha, a fim de dar mais lucidez à política europeia".
A candidatura de Nicolas Sarkozy continua, contudo, a acreditar na reeleição. Na sexta-feira, o secretário-geral do UMP, Jean-François Copé, enviou um vídeo aos militantes dizendo que se bate "até ao último minuto para convencer os indecisos". E assegura que aguarda "serenamente o veredicto dos franceses".
